sexta-feira, 24 de junho de 2016

NOTÍCIAS DE AMIEIRA DO TEJO MUDAM DE LOCAL

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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Amieira do Tejo assinala 500 Anos do Foral

Quatro povoações do concelho de Nisa, assinalam durante o ano, 500 Anos da Concessão de Foral. Além de Nisa, sede do município, Alpalhão, Montalvão e Amieira do Tejo, que constituíram antigos concelhos comemoram a concessão do 2º foral, ou Foral Novo, atribuídos pelo rei D. Manuel I.
Do mesmo modo, a povoação de Tolosa, assinala os 750 anos da atribuição do 1º Foral, datado de 1262.
Carta de Foral
Desde o início da nossa nacionalidade que se sentiu a necessidade de criar e adequar um conjunto de leis que visassem a protecção da população, a normalização das várias actividades, a moralização dos costumes e actualizar o plano fiscal.
A carta de foral adquire uma dimensão prática depois da sociedade mais estabelecida. No fundo estes documentos eram a base do estabelecimento de um Município, e por conseguinte um evento muito importante na história de qualquer vila ou cidade.
A Carta de Foral serviu desde o século XII como um elemento importante nas relações entre a população os municipais e o Rei. Era no fundo o regulador desta relação, imprescindível numa altura em que os grandes senhores ainda dominavam grandes territórios em desfavor da Coroa.
No entanto, passados alguns séculos estes documentos já não respondiam às necessidades da população, por estarem escritos, na sua maioria num latim bárbaro, já pouco perceptível, o que originava más interpretações dos oficiais municipais muitas vezes em desfavor do povo e por estarem em muito mau estado de conservação.
Assim, o Rei Manuel I deu ordem em 1497, para que fossem recolhidos todos os velhos forais do reino, com o objectivo de os refazer e actualizar. Para essa tarefa foi escolhido o seu cavaleiro de confiança Fernão Pina, mas não foi finalizada por este, nem pelo monarca, uma vez que este levantamento prolongou-se até 1520.
O Novo Foral ou Foral Manuelino, tinha como objectivo de uma forma muito sucinta, demarcar os limites territoriais estabelecendo as relações económicas e sociais entre as entidades outorgadas e as outorgantes, definindo os tributos a pagar pelos primeiros e tinha acima de tudo um carácter fiscal.
Eram descriminados os lugares no conselho, eram descriminadas as dívidas á coroa que eram pagas em géneros alimentícios ou dinheiros reais.
Estes Forais foram reunidos no chamado Livro dos Forais Novos, ou Leitura Nova, por estar escrita no chamado gótico librário.
A par destas comemorações, a freguesia de Tolosa irá também celebrar a entrega do 1º Foral á vila, datado de 1262 e entregue pelo Prior do Crato. Este foral seguiu o modelo do de Évora de 1166.
Fonte: CMNisa

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Visita de Jovens de Espanha, Bulgária, Itália, Roménia e França

Intercâmbio Europeu “Youth Challenging Aging”
Amieira do Tejo será visitada de 18 a 26 de Junho por um grupo de 30 jovens da Bulgária, Espanha, Itália, Roménia e França para o Intercâmbio Europeu “Youth Challenging Aging” sobre diversos temas: solidariedade e diálogo intergeracional, discriminação com base na idade (gerontofobia, mitos e estereótipos), envelhecimento demográfico e desertificação territorial.
Este projecto é co-financiado pela Comissão Europeia coordenado pela Cooperativa de Solidariedade Social Co(op)ração com o fundamental apoio da Santa Casa de Misericórdia de Amieira do Tejo, Câmara Municipal de Nisa, Junta de Freguesia de Amieira do Tejo, Associação Juvenil Inijovem, Termas da Fadagosa, como também, por alguns residentes que são verdadeiros exemplos de envelhecimento activo no Concelho de Nisa.
O projecto Intercâmbio Europeu “Youth Challenging Aging” tem como objectivos: promover um intercâmbio europeu com jovens dos 18 aos 25 anos; elaborar um painel de debate sobre as formas de combater a discriminação com base na idade (gerontofobia, estereótipos e mitos – a imagem dos seniores vista pelos jovens e vice-versa); discutir sobre a desertificação e a acção futura dos jovens sobre o envelhecimento demográfico e por fim fomentar o intercâmbio cultural em que os jovens terão a oportunidade de conhecer o fabrico do queijo, do barro e do bordado de Nisa, como também, a riqueza história de Amieira do Tejo através dos seus monumentos.
Amieira do Tejo foi escolhida como o local para a realização deste intercâmbio, precisamente por ter vários exemplos de envelhecimento activo e pelo crescimento da população envelhecida que se tem verificado. Por seu turno, o projecto “Youth Challenging Aging” surge para promover o diálogo intergeracional e principalmente para quebrar as barreiras do preconceito e discriminação com base na idade, porque os jovens reconhecem que há uma separação entre gerações e principalmente reconhecem que é preciso agir para travar este distanciamento que terá consequências relevantes para a estabilidade futura da União Europeia – porque uma comunidade só é forte quando promove a coesão, integração, e bem-estar social de todos os seus cidadãos.
O programa da visita a Amieira do Tejo culmina no dia 24 de Junho com uma “Marcha de Combate à Discriminação com Base na Idade”, que terá início às 11H45 e percorrerá as ruas da vila. No mesmo dia, pela 17H00, na sede da Junta de Freguesia ocorrerá um Painel de Discussão sobre o tema “Solidariedade entre gerações, desertificação humana e discriminação com base na idade”. No painel serão apresentadas comunicações dos grupos de jovens de Portugal, Espanha, França, Bulgária e Roménia e terá a participação da Presidente da Câmara Municipal de Nisa, do Presidente da Junta de Freguesia de Amieira do Tejo e do Director Técnico da Santa Casa da Misericórdia de Amieira do Tejo.
[Para saber mais informações visite o blog http://youth-challenging-aging.blogspot.com/

domingo, 1 de maio de 2011

UM POEMA PARA O DIA DA MÃE

A ti mãe…
A ti mãe, quero agradecer todos os dias da minha vida
Pois é graças a ti que hoje sou alguém!
Sou a semente que um dia lançaste ao mundo
Desabrochei para a vida, cresci e dei frutos
Frutos que também destes um dia…
Hoje sei e sinto o que sentistes por mim quando eu nasci
E ao veres-me crescer!
Consigo sentir e viver
Todas as angústias e tristezas que passastes para me criar,
Mas também não esqueço que as alegrias que te dei
Foram superiores a tudo o resto.
Valorizo e agradeço as noites perdidas que passastes ao meu lado
As preocupações que passastes durante o meu crescimento,
A dor que sentistes quando chegou o dia em que ganhei assas e voei…
Mas acredita querida mãe que podes sempre contar comigo,
Como eu tenho a certeza que também estás sempre pronta para me receber,
Aconselhar, ajudar e abraçar,
Dando-me aquele abraço que só uma mãe consegue dar a um filho,
Abraço esse que me faz sentir tão bem e me dá forças para viver!
Hoje partilho contigo e dou valor,
Aos dias que passavas a trabalhar fora de casa
Desde que o sol nascia até o mesmo se por para que nada me falta-se.
Muitas vezes senti a tua falta,
Sentia que fazias falta ao meu lado,
Mas hoje sei que muitas das tuas ausências
Eram por ti feitas com muito sofrimento ,
Mas tudo isto era para que nada me faltasse,
E para que o pão estivesse sempre na mesa.
Na altura não dava valor,
Ou simplesmente não compreendia…
Mas, hoje sei que tudo isso fazia parte de ser mãe,
Pois é o que hoje sei, vivo e sinto,
Sinto que no dia-a-dia se tem de fazer os impossíveis pelos filhos,
É o que eu faço e que tu já fizestes também!
E é por tudo isto e muito mais,
Que te agradeço minha querida,
Por seres mãe e me teres feito ser mãe a mim também!
Pois não há amor maior do que o amor de mãe!
P.S.: Dedico estas palavras à minha querida mãe Maria Antónia da Conceição e a todas as mães que sabem viver este sentimento que ultrapassa todas as barreiras: o de ser e saber ser mãe!
Ana Paula Mendes Nunes da Conceição Horta

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Procissão dos Passos em Amieira do Tejo

Eis que mais um ano passou… e aí estamos nós à beira de mais uma das mais esperadas tradições da nossa Terra: a procissão dos Passos. Este ano fiquei encantada com a notícia que obtive através de fonte a qual não vou divulgar o nome, pois de pouco interessa… foi por volta do meio de Março que me foi dito que em princípio este ano a Procissão se iria realizar os dois dias e por completo. Fiquei extasiada, contente e perplexa perante o que ouvira, fiquei no fundo muito contente, mas infelizmente tudo se desvaneceu… lembro-me de ter dito ao receber a notícia: - Finalmente!!! Mas… no fim do mês de Março recebi a notícia à qual me fora dito que afinal iria ser só um dia como tivera sido até aqui desde que recomeçara. Fiquei completamente desacreditada com tudo, e o encantamento que sentira ao princípio desvanecia-se no ar… não sei de onde nem de quem partiu esta recusa mas se realmente no meio de tudo isto existem culpados se assim se puder dizer então esses como se diz na gíria: “Que enfiem a carapuça”. E que me desculpem, mas não posso deixar de dizer o que penso, embora, contudo quero deixar claro que mais vale pouco, que nada! Passo a citar: Até que ponto, como, quem e porquê querem acabar com tradições tão antigas? Ignorando simplesmente que as tradições religiosas jamais existiram… estando deste modo a fazer com que cada vez mais cidadãos deixem de participar nestas celebrações religiosas, fazendo com que os mesmos aos poucos deixem de estar presentes, chegando em muitas das vezes a abandonar a própria igreja. Será isto, estes exemplos, a nossa religião? Vemo-nos obrigados a perder momentos de pureza, amor, e encontro com Deus, em que muitas das vezes só nestes actos religiosos conseguimos alcançar a esperança perdida, e até mesmo só nestas alturas consegue haver uma maior proximidade entre famílias, ao qual não acontece durante um ano inteiro… e são tantos os sentimentos… entre beijos, abraços, encontros e reencontros, risos e lágrimas (muitas delas de saudade) o sentimento que aqui reina é apenas um, amor ao próximo e a Deus, e nestes actos o que consigo sentir e dizer é que todos, somos apenas um só… é algo de inexplicável! E contudo isto, pergunto: -Para quê tanta Burocracia? Será que o desejo e a vontade de um povo não conta? Quem poderá ser a voz do povo, para ir até onde for preciso para manter vivas as nossas tradições religiosas, tão antigas, simbólicas e valiosas, tradições que os nossos antepassados começaram e tão carinhosamente nos deixaram. A quem de direito, às entidades competentes e a todos os que se vêem envolvidos nesta celebração religiosa, em meu nome e em nome do povo quero deixar um apelo sentido: -Por favor, tocando no coração de quem ama, sente e acredita que tudo é possível, para isso havendo um pouco de vontade, peço-vos que descruzem os braços e façam o que for preciso para que a “nossa” amada procissão dos Passos seja feita do princípio ao fim, com toda a sua grandeza e verdadeira história, como fora conhecida há muitos anos atrás. Não deixem que esta tradição acabe! Tenho plena consciência que este ano já não é possível, mas… ao menos dêem-nos uma esperança de que para o ano seja diferente… e que o que se perdeu volte a ser encontrado e reconquistado! Sem mais, quero aqui deixar o meu muito obrigado a todas as entidades que aqui possam estar envolvidas, e outros mais, ficando com a certeza de que algo vai ser feito da parte de quem de direito para trazer de volta esta tradição religiosa com toda a sua grandiosidade, não a deixando voltar a acabar, ou simplesmente mais uma vez… morrer aos poucos! Termino, deixando cumprimentos para todos os Amieirenses e amigos da “nossa” linda e histórica Amieira do Tejo.

P.S.: Este ano, por muita pena minha, não vou poder estar presente por motivos pessoais e profissionais, mas eu serei apenas uma gota no oceano no meio de todos os que aí irão estar presentes, mas esse dia irá estar com toda a certeza dentro do meu pensamento e do meu coração e para o ano se Deus quiser aí estarei presente, nessa que é “nossa” tão amada entre outras procissões. Até Breve!

Ana Paula Mendes Nunes da Conceição Horta - 5 de Abril de 2011

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011


Duas belíssimas aguarelas de Amieira do Tejo da autoria de Guy Moll

domingo, 5 de setembro de 2010

Recordar é viver…

Foi numa quente noite neste mês de Agosto de 2010 que ao fazer mais uma caminhada pela aldeia de Amieira do Tejo, onde tentava esticar os “ossos” e fazer mais rápida a digestão que me deparei em pleno largo frente á Junta de Freguesia com um grupo de senhores que ali estavam a apanhar o fresquinho da noite, todos eles rondavam os seus 60/70 anos, caras essas que já bem conheço ali da aldeia. Não resisti juntar-me a eles, pois apesar dos meus singelos 34 anos sempre gostei de ouvir e de falar com pessoas mais velhas, pois para mim é nos mais velhos que encontramos a verdadeira sabedoria da vida através das vivencias que já tiveram, são eles os mais “velhos” que nos dão a verdadeira visão de como era e de como está o nosso país, de como era a vida outrora, e isto deixa-nos a pensar…
E foi o que aconteceu comigo nesta noite. Daquelas bocas sábias só ouvi testemunhos de verdadeiros sábios da vida onde o maior sentimento que ali reinava era o de saudade dos tempos que passaram e não sentem mais, sentem sim, uma grande falta de sinceridade, amizade e respeito entre os outros.
Nestes nossos dias muito se ganhou, mas… muito mais se perdeu! Perdeu-se contudo o respeito, a inter-ajuda e a falta de humanismo, é simplesmente um salve-se que puder!
Houve contudo no meio de tanta troca de palavras e recordações uma frase que me marcou e jamais irei esquecer, essa frase foi verbalizada por um senhor que terá os seus 74 anos, mais coisa menos coisa, de seu nome Álvaro Lino Bernardo, e essa frase foi a seguinte: - O nosso mundo já acabou, nós agora vivemos num mundo novo!
E eu ao ouvir este senhor pronunciar esta frase senti que o seu sentimento era saudosista, e eu senti tristeza por ele e por mim, pois o seu mundo parecia muito mais real, puro e honesto do que o meu!
Falou-se de muitas coisa entre as quais do que era o ensino escolar do “antigamente” e do que é hoje, e eu mais uma vez ali estava extasiada a olhar e a ouvir o que aqueles senhores iam dizendo… e fiquei fascinada com a maneira que todos eles falavam do ensino do seu tempo, fiquei ainda encantada e fascinada com a capacidade que esta gente conseguiu memorizar tanta coisa e ainda hoje se lembram, desde fazer contas das mais complicadas de cabeça, dizer a tabuada de cor e salteado bem como verbalizar certos textos que marcaram a sua meninice nos tempos da primária.
E se recordar é viver, foi o que mais uma vez aconteceu ao senhor, Álvaro Lino Bernardo que ao pronunciar um dos textos do livro da 3ª classe antiga, deixou-me boquiaberta pela sua capacidade de memória com que pronunciou o texto que a seguir vou passar a citar, pois não poderia deixar de o partilhar com tantos que já o conhecem mas se bem calha já dele não se lembram, mas acima de tudo quero partilha-lo com os da minha idade e com os mais novos pois acho que este texto é de uma verdade e ternura imensa, e o senhor Álvaro pronunciou tão bem, e isto só mostra realmente como os tempos eram outros! P.S: Aqui fica então em jeito de recordação este lindo texto que me foi pronunciado pelo senhor, Álvaro Lino Bernardo, e desde já um Bem Haja a todos os que tiveram nestes tempos esta grande qualidade de ensino que a meu ver não foi em vão, pois os resultados estão à vista através de testemunhos vivos, e eu tive e vou tendo o privilégio de os ouvir através destes grandes sábios e poetas do povo que vivem no anonimato e a quem são apelidados de “velhos”, mas nunca se esqueçam que são eles que têm a verdadeira essência e a verdade sobre a vida, e Deus queira que nós os mais novos cheguemos à idade daqueles a quem chamam de “velhos”.
Eis então o texto:
A velhinha
Uma vez uma velhinha
Quási cega, coitadinha,
E já mal podendo andar,
Encostada ao seu bordão,
Sempre olhando para o chão,
ia na estrada a passar.

Ouvindo um cão, que ladrou,
a pobrezinha parou,
olhando em roda, assustada.
Quis fugir, não conseguiu,
tentou correr, mas caiu
a pobrezinha, coitada!

Nisto surge uma menina,
viva, formosa, ladina,
que, ao vê-la cair no chão,
correu logo pressurosa,
condoída e carinhosa,
e á velhinha deu a mão.

_ Eu a levanto, avozinha,
e a levo à sua casinha.
Onde lhe dói? O que tem?
Diga, que eu vou buscar
qualquer coisa para a curar,
vou pedir à minha mãe…

_ Não foi nada, meu amor,
tu és um anjo, uma flor
Ajuda-me só a andar.
Deus pague a tua bondade,
com muita felicidade!
Disse a velhinha a chorar.
* Este texto foi-me facultado pelo senhor Álvaro Lino Bernardo, a quem desde já agradeço, sem mais me despeço deixando um cumprimento para todos e um até breve.
Ana Paula Mendes Nunes da Conceição Horta

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Festejos populares em honra da Senhora da Sanguinheira

Amieira do Tejo vai estar em festa nos dias 10, 11 e 12 de Setembro, com evocação de Nossa Senhora da Sanguinheira. O lucro dos festejos revertem a favor do restauro das telas da Capela do Calvário, um objectivo só por si meritório e a justificar uma visita a Amieira do Tejo.
PROGRAMA DAS FESTAS
Sexta-feira, dia 10

21 h – Abertura dos festejos e quermesse
Baile com Daniel González
23h – Actuação do grupo de música popular “Modas de Ródão”
Continuação do baile pela madrugada fora
Sábado, dia 11
21h – Procissão em honra de Nossa Senhora da Sanguinheira desde a capela até à Igreja Matriz
22 h – Início do arraial e quermesse com o duo musical Divinal
23h – 6050Fashion 2010
Continuação do baile até de madrugada
Domingo,12
10h – Peditório da colcha com acompanhamento da Banda Filarmónica Rossiense (Rossio ao Sul to Tejo – Abrantes).
18h – Missa solene na Igreja Matriz seguida de procissão com a imagem de Nossa Senhora da Sanguinheira pelas principais ruas da vila, seguindo para a sua capela.
21h – Início do arraial e quermesse
Baile com o organista Nuno José
23h – Actuação do grupo popular “As Cotovias” (Comenda)
24h – Entrega da bandeira à próxima comissão.
A organização lembra que haverá frangos assados para fora e outras iguarias tradicionais.

domingo, 8 de agosto de 2010

Recuperação das telas da capela do Calvário de Amieira do Tejo

Caros Amieirenses, amigos da Amieira e não só… Todos os outros saberão com certeza que é a eles que também me dirijo.
Pois é!.. Cá estou eu novamente com o assunto: as telas do calvário de Amieira do Tejo, mas desta vez não à procura de uma entidade que queira ajudar à sua recuperação nem mesmo do “tal” mecenas que tantas vezes procurei, mas nunca encontrei!
O que sim me trás a vós é mostrar a minha enorme satisfação e grande alegria que obtive através de uma noticia que li no jornal de Nisa no qual dizem que: as festas em honra de Nossa Senhora da Sanguinheira de Amieira do Tejo realizam-se este ano nos dias 10, 11 e 12 de Setembro e têm por objectivo a angariação de fundos para a recuperação das telas do calvário, só posso dizer que como filha desta terra não coube em mim de contente e acredito que como eu muitos mais, pois como sempre disse: o nosso património faz parte da nossa história, das nossas raízes e é no fundo aquilo que um dia mais tarde cá deixamos, ele faz parte de nós, e como tal compete-nos a todos ajudar, uma vez que as entidades competentes nada fazem para salvar o nosso património, a nossa história, seremos então nós os ditos “cidadãos anónimos” a fazer-mos algo por aquilo que é nosso, por aquilo que nos pertence!
Desde já quero enaltecer e agradecer esta atitude por parte da comissão que organiza os festejos da freguesia, em meu nome, e em nome de todos os outros que são muitos, o nosso muito obrigado.
E sendo nós muitos apelo então para que estejam presentes nos festejos de verão para que deste modo todos juntos possamos angariar uma grande quantia de “euros” para que seja possível a recuperação das telas do calvário.
Gostaria também de frisar que um “donativozinho” extra vindo por parte de todos nós, mesmo pouco que seja também já ajudava à festa, pois do pouco se faz muito.
P.S: Ao cuidarmos e salvarmos o nosso património só estamos a valorizar e a enriquecer as nossas aldeias, vilas e cidades, e é isso que vamos fazer com Amieira do Tejo, e a certeza que eu tenho é que a sensação que vamos sentir é que esta aldeia tem e vai ficar com um património mais rico, e sendo Amieira uma aldeia histórica vamos então preservar a sua história!
Sem mais assunto subscrevo-me deixando o meu muito obrigado e um grande Bem Hajam a todos os que estão disponíveis em ajudar, muito em especial à comissão se festas.
Ana Paula Mendes Nunes da Conceição Horta

sexta-feira, 2 de julho de 2010

PONTÁ BITÉFES - Quando a razão se sobrepõe à cegueira

O portão metálico instalado, indevidamente, no caminho público de acesso ao rio Tejo em Amieira foi retirado, de acordo com informação prestada pelo presidente da Junta, Rogério Dias, na sessão da Assembleia Municipal de 28 de Junho.
A decisão só peca por tardia, depois da denúncia sobre a colocação abusiva de tal estrutura ter chegado à Assembleia Municipal. Cumpre-se, assim, uma recomendação da mesma, evitando-se que o assunto transitasse para o Ministério Público.
Acredito que a colocação da estrutura metálica tivesse uma boa intenção e longe de mim pensar que o presidente da Junta de Freguesia de Amieira do Tejo agiu de má fé. Cumpria-lhe preservar um bem público, o barco para a travessia do rio e propriedade da autarquia, só que, talvez por desconhecimento, ao pretender resolver um problema (a segurança de um bem colectivo) criou um outro, ao limitar e impedir nalguns casos, o acesso público ao rio.
O Tejo é património da humanidade. Aprendemos todos na primária que nasce na serra de Albarracin em Espanha e para nós, nisenses, alentejanos e portugueses, já nos bastam as "tropelias" que nuestros hermanos cometem sobre o rio, uma das quais, a mais grave, é o sugamento das suas águas através de transvases, muitos deles ilegais e sem qualquer controlo.
Andou bem, por isso, a Junta de Freguesia de Amieira do Tejo e o seu presidente, ao reconhecerem a justeza de uma denúncia e crítica sobre um acto ilegal, repondo a livre passagem de acesso ao rio.
Bom seria que outros autarcas de freguesia do concelho e o próprio de Amieira do Tejo, tomassem a mesma atitude em relação aos caminhos vicinais públicos, um dos problemas mais graves existentes no nosso concelho, no que se refere à usurpação e vedação de parcelas do território que são de todos.
Quando o bom senso e o uso da razão se sobrepõem à "cegueira política" é possível resolver problemas para o bem de toda a comunidade.
Amieira do Tejo fica mais rica sem "o muro metálico" de acesso ao rio.
É que, para "guetos", já nos bastam os da Faixa de Gaza...
Mário Mendes

sexta-feira, 16 de abril de 2010

AMIEIRA DO TEJO: 77º Aniversário da Sociedade Educativa Amieirense





Foi no passado dia 3 de Abril de 2010 em plena época pascoal que em Amieira do Tejo em grande ambiente de confraternização entre os filhos e amigos da terra se comemorou os 77 anos da Sociedade Educativa Amieirense, tendo sido inaugurada uma placa decorativa em homenagem a todos os associados fundadores da sociedade.
Nesta inauguração e nos 77 anos da Sociedade, marcaram presença, muitos associados e não só, a presidente da Câmara Municipal de Nisa, engª. Gabriela Tsukamoto, o presidente da Junta de Freguesia de Amieira do Tejo, Rogério Dias e como não podia faltar, o presidente da direcção da Sociedade Educativa Amieirense, Fernando Trindade entre muitos outros.
O convívio entre o povo deu-se ao fim da tarde onde houve comes e bebes á descrição, tendo-se prolongado até por volta das 22h, hora essa que deu início a um baile que se arrastou noite dentro.
O ambiente esteve ao rubro e todo o povo cantava, dançava e encantava. Entre risos, sorrisos, bebidas para cá e para lá entre a correria das crianças, houve ainda a venda das tradicionais rifas onde todos eram contemplados com prémios! E claro que não podia faltar o tradicional bolo, uma gostosa e enorme boleima, para cantar os parabéns a esta associação, já com alguns aninhos, a nossa Sociedade.
Foi um fim de tarde e noite bem passada que presumo quem esteve presente já mais irá esquecer, sendo este o meu sentimento e de muitos mais. Um muito obrigado e um grande bem-haja a todos os que estiveram presentes, desejando desde já os sinceros votos de muitos parabéns à Sociedade Educativa Amieirense bem como a todos aqueles os que ajudam a manter esta grande casa.
Ana Paula Mendes N.C. Horta

quarta-feira, 24 de março de 2010

Amieira viveu as festividades dos Passos






Domingo 21 de Março, chegava a Primavera e com ela mais um dia, em mais um ano em que se iria realizar a procissão do Senhor dos Passos. A pacata aldeia de Amieira do Tejo amanhecia com um imenso nevoeiro serrado, mas quis o Senhor dos Passos que o seu dia se torna-se num lindo dia de Sol radioso, e foi o que aconteceu, o nevoeiro levantou e o Sol raiou, brilhou diante dos nossos olhos aquecendo-nos a alma e o coração, transformando esta linda tradição religiosa num acto de fé contagiante e sereno.
Eis que saia então o Senhor dos Passos por volta das 16:30h da capela do calvário até á igreja matriz, onde se realizou a simbólica missa. Pouco tempo depois saia da igreja ao encontro de sua mãe, e este encontro estava cada vez mais perto, teria lugar na praça Nun’ Alvares Pereira junto ao Castelo, foi o que aconteceu, e como sabeis não há encontro mais doloroso, comovente e emocionante do que o encontro de uma mãe com um filho que está em sofrimento.
É no fundo o que simboliza este acto diante de nós e nos transmite sentimento de tristeza, dor, saudade e arrependimento, mas acima de tudo, amor a Jesus, à sua mãe e ao próximo.
E a via-sacra continuava…
Saindo da praça Nun’ Alvares Pereira o senhor dos Passos já caminhava junto de sua mãe numa caminhada dolorosa até ao Calvário, nesta caminhada juntaram-se novos e velhos, todos eles num grande acto de fé e amor ao senhor Jesus, a grande razão do nosso existir.
Foi lindo e comovente de ver os jovens e amigos da terra carregarem o andor do Senhor Dos Passos desde o começo ao fim da caminhada. Com isto mostra que afinal os jovens também nutrem de verdadeiros sentimentos de responsabilidade, respeito e amor, ao contrário do que muitas vezes lhes atribuem.
Deste modo, a todos eles muito obrigado e um grande bem-haja pela presença e preciosa ajuda na contribuição deste acto religioso, e a todos os que estiveram presentes para que esta tradição tão desejada e amada se mantenha até ao fim da nossa existência, mesmo aos que apenas estiveram presentes somente de coração, o meu (nosso) muito obrigado ficando aqui desde já um pedido caloroso para que voltem sempre!!!
Texto e fotos de Ana Paula Mendes Nunes da Conceição Horta

sexta-feira, 19 de março de 2010

A PROPÓSITO DO DIA DO PAI

Carta aos meus queridos pais....
Como é bom poder dizer que tenho pais. De poder chamar-vos queridos pais. Se antes não vos dizia, agora tenho vontade de dizê-lo. O que antes não me dizia nada, agora, diz-me tudo.
Tarde de mais... é o que penso, é o que sinto, e como este sentimento me deixa tão triste... me faz sentir mal! Mas acreditem queridos pais, que não foi, nem era por mal, a culpa foi sempre da distância, é que antes estavam perto, mas agora... agora estão tão longe...! E como sempre, só damos o verdadeiro valor, e sentimos a falta de quem gostamos quando as perdemos ou quando estão longe de nós, longe da nossa vista, mas nunca do nosso coração! Preciso de dizer-vos que sinto a vossa falta, tenho saudades vossas, e amo-vos tanto!
Se antes não vos dizia, embora o sentisse, agora quero dizê-lo, que vos amo tanto, tanto, mas tanto!
Queridos pais, se antes havia coisas que não vos fazia, nem dizia, era porque estavam aqui mesmo ao lado, afinal a distância era tão curta... e no fundo nunca nos passa pela cabeça, ou não queremos pensar, que o que gostamos e nos faz sentir bem um dia tem e pode chegar ao fim, pois nada, nem mesmo o tempo é eterno e foi o que aconteceu... esse dia chegou, tinha de chegar!
A casa que habitaram estes últimos 14 anos de 1987 a 2008 em que estiveram por Lisboa, não era a vossa, era a vossa, era-vos apenas emprestada, a vossa sim, estava à espera, à espera de quem lhe pertencia, e esse alguém são vocês queridos pais, por isso, aproveitem-no bem, essa é que é a vossa casa, é aí que têm de ser felizes, na linda e tranquila Amieira.
Queridos pais, o meu coração chora, chora de saudades de tudo o que poderíamos ter feito juntos, e não fizemos... E tudo isto, quando estávamos quase a dois passos. Mas, o que lá vai, lá vai... Há que seguir em frente, e há que enfrentar a vida como ela se apresenta diante de nós, no nosso dia-a-dia...
E uma coisa é certa, sempre fizemos e demos tudo o que podia-mos, e quando assim é, já é de louvar, pois não devemos fazer o que não se pode, mas sim, o que se pode e quando se pode! E como tristezas não pagam dividas então não há razão para eu ficar nem andar triste, pois ainda vos tenho, e não pode haver maior alegria, que é poder olhar-vos nos olhos, dizer-vos que vos amo e chamar-vos de meus queridos pais!
P.S.: Esta carta é para os meus pais: Manuel Nunes da Conceição e Maria Antónia Estrada Mendes da Conceição, os quais eu amo muito. Quero que saibam que as boas recordações nunca morrem, ficam para sempre guardadas no pensamento e no coração terão de ser recordadas com um sorriso nos lábios, uma pontinha de saudade, e até se for preciso... com lágrimas de felicidade!
Todas as outras recordações, menos boas, essas... são para simplesmente esquecer! Queridos pais, de uma coisa, podem ter a certeza, tanto vós como eu, e os meus irmãos, jamais esqueceremos os anos passados na Quinta do Palácio Marquês da Fronteira em Lisboa, isso ninguém nos pode tirar, estão bem guardados no nosso coração, foram anos preenchidos de tudo, e de nada... foi simplesmente o dia-a-dia da vida!!!
Mas agora, á que seguir em frente... De uma coisa tenho a certeza, sempre tive boas razões para ir até á nossa linda e tranquila Amieira, mas agora tenho razão ainda maior... vocês!!!
Com amor, da vossa filha:
Ana Paula Mendes Nunes da Conceição Horta
Com esta carta aos meus pais gostaria de transmitir ás pessoas que devemos aproveitar e tirar partido das pessoas que mais amamos enquanto as temos ao nosso lado, para que um dia mais tarde... não reste apenas um vazio!

sábado, 13 de março de 2010

AMIEIRA DO TEJO: Festa do Senhor dos Passos

Realiza-se no próximo dia 21 de Março a tradicional Festa em honra de Nosso Senhor dos Passos, em Amieira do Tejo. O programa será o seguinte:
10 horas - Chegada da Banda de Música da Sociedade Instrução Musical Rossiense, de Rossio ao Sul do Tejo - Peditório em Vila Flor e Amieira.
16,30horas - Concentração na Igreja do Calvário e início da procissão até à Igreja Matriz, onde será celebrada a Santa Missa.
Após a Missa, continuação da procissão pelas principais ruas da Vila,terminando na Igreja do Calvário.
A organização apela a todos os Amieirenses e Amigos de Amieira para com a sua presença ajudarem a manter esta tradição, tão característica da religiosidade de Amieira.