domingo, 5 de setembro de 2010

Recordar é viver…

Foi numa quente noite neste mês de Agosto de 2010 que ao fazer mais uma caminhada pela aldeia de Amieira do Tejo, onde tentava esticar os “ossos” e fazer mais rápida a digestão que me deparei em pleno largo frente á Junta de Freguesia com um grupo de senhores que ali estavam a apanhar o fresquinho da noite, todos eles rondavam os seus 60/70 anos, caras essas que já bem conheço ali da aldeia. Não resisti juntar-me a eles, pois apesar dos meus singelos 34 anos sempre gostei de ouvir e de falar com pessoas mais velhas, pois para mim é nos mais velhos que encontramos a verdadeira sabedoria da vida através das vivencias que já tiveram, são eles os mais “velhos” que nos dão a verdadeira visão de como era e de como está o nosso país, de como era a vida outrora, e isto deixa-nos a pensar…
E foi o que aconteceu comigo nesta noite. Daquelas bocas sábias só ouvi testemunhos de verdadeiros sábios da vida onde o maior sentimento que ali reinava era o de saudade dos tempos que passaram e não sentem mais, sentem sim, uma grande falta de sinceridade, amizade e respeito entre os outros.
Nestes nossos dias muito se ganhou, mas… muito mais se perdeu! Perdeu-se contudo o respeito, a inter-ajuda e a falta de humanismo, é simplesmente um salve-se que puder!
Houve contudo no meio de tanta troca de palavras e recordações uma frase que me marcou e jamais irei esquecer, essa frase foi verbalizada por um senhor que terá os seus 74 anos, mais coisa menos coisa, de seu nome Álvaro Lino Bernardo, e essa frase foi a seguinte: - O nosso mundo já acabou, nós agora vivemos num mundo novo!
E eu ao ouvir este senhor pronunciar esta frase senti que o seu sentimento era saudosista, e eu senti tristeza por ele e por mim, pois o seu mundo parecia muito mais real, puro e honesto do que o meu!
Falou-se de muitas coisa entre as quais do que era o ensino escolar do “antigamente” e do que é hoje, e eu mais uma vez ali estava extasiada a olhar e a ouvir o que aqueles senhores iam dizendo… e fiquei fascinada com a maneira que todos eles falavam do ensino do seu tempo, fiquei ainda encantada e fascinada com a capacidade que esta gente conseguiu memorizar tanta coisa e ainda hoje se lembram, desde fazer contas das mais complicadas de cabeça, dizer a tabuada de cor e salteado bem como verbalizar certos textos que marcaram a sua meninice nos tempos da primária.
E se recordar é viver, foi o que mais uma vez aconteceu ao senhor, Álvaro Lino Bernardo que ao pronunciar um dos textos do livro da 3ª classe antiga, deixou-me boquiaberta pela sua capacidade de memória com que pronunciou o texto que a seguir vou passar a citar, pois não poderia deixar de o partilhar com tantos que já o conhecem mas se bem calha já dele não se lembram, mas acima de tudo quero partilha-lo com os da minha idade e com os mais novos pois acho que este texto é de uma verdade e ternura imensa, e o senhor Álvaro pronunciou tão bem, e isto só mostra realmente como os tempos eram outros! P.S: Aqui fica então em jeito de recordação este lindo texto que me foi pronunciado pelo senhor, Álvaro Lino Bernardo, e desde já um Bem Haja a todos os que tiveram nestes tempos esta grande qualidade de ensino que a meu ver não foi em vão, pois os resultados estão à vista através de testemunhos vivos, e eu tive e vou tendo o privilégio de os ouvir através destes grandes sábios e poetas do povo que vivem no anonimato e a quem são apelidados de “velhos”, mas nunca se esqueçam que são eles que têm a verdadeira essência e a verdade sobre a vida, e Deus queira que nós os mais novos cheguemos à idade daqueles a quem chamam de “velhos”.
Eis então o texto:
A velhinha
Uma vez uma velhinha
Quási cega, coitadinha,
E já mal podendo andar,
Encostada ao seu bordão,
Sempre olhando para o chão,
ia na estrada a passar.

Ouvindo um cão, que ladrou,
a pobrezinha parou,
olhando em roda, assustada.
Quis fugir, não conseguiu,
tentou correr, mas caiu
a pobrezinha, coitada!

Nisto surge uma menina,
viva, formosa, ladina,
que, ao vê-la cair no chão,
correu logo pressurosa,
condoída e carinhosa,
e á velhinha deu a mão.

_ Eu a levanto, avozinha,
e a levo à sua casinha.
Onde lhe dói? O que tem?
Diga, que eu vou buscar
qualquer coisa para a curar,
vou pedir à minha mãe…

_ Não foi nada, meu amor,
tu és um anjo, uma flor
Ajuda-me só a andar.
Deus pague a tua bondade,
com muita felicidade!
Disse a velhinha a chorar.
* Este texto foi-me facultado pelo senhor Álvaro Lino Bernardo, a quem desde já agradeço, sem mais me despeço deixando um cumprimento para todos e um até breve.
Ana Paula Mendes Nunes da Conceição Horta

sábado, 21 de agosto de 2010

OPINIÃO: QUEM SALVA O RIO TEJO?

Rio Tejo junto às Portas de Ródão - Foto de José Murta
Olhando da encosta, deparamos com a paisagem bela e sensível do rio das nossa vidas, que corre lá no fundo, já não leva aquela pressa de outrora, para chegar a Lisboa, agora vai mais devagar, como que se nos quisesse olhar nos olhos e dizer algo, mas nós homens e mulheres que habitamos as suas margens há muito tempo que sabemos da sua lenta agonia, que nos vai também consumindo em cada dia que passa, porque todos sofremos, e os efeitos são nefastos na fauna, flora, pesca e na economia local das zonas ribeirinhas, e quem não pensa assim é gente que nunca conviveu de perto com este ser vivo, que é o nosso Rio Tejo!
Mas como é possível, este rio estar a morrer, assim lentamente e não podermos fazer nada para o salvarmos? O crime está acontecer do outro lado da fronteira, com a construção de um conjunto de transvases (canais artificiais de desvio de água, em grandes quantidades), para abastecer todo o sistema agrícola da região estremenha, e o não tratamento das aguas residuais (ETARS que não funcionam ou simplesmente não existem), mas o mais grave é o não cumprimento do acordo em relação aos caudais mínimos ecologicamente sustentáveis, e que Portugal, através do Ministério do Ambiente, há muito deveria dizer em voz alta que, BASTA!, e accionar todos os mecanismos ao seu alcance para travar esta sangria que estão a fazer, a um importante pólo turístico, ambiental e sobretudo económico-social, de uma vasta região do nosso país.
A divulgação e salvaguarda desta massa de agua doce, que é o nosso Rio Tejo, deve começar nas autarquias, que através das Assembleias Municipais, há muito tempo deviam de ter aprovado uma moção, puramente com cariz politico, dirigido aos altos representantes da nação, para alertar as suas consciências adormecidas, para esta tão grave situação que se vive nas zonas ribeirinhas do Tejo.
Mas o mais caricato é a situação porque passa o castelo de Almourol, em que a quantidade de agua que o rodeia é tão pouca, que se pode ir a pé visitar o monumento, que outrora só tinha acesso de barco. Ver para crer, como São Tomé.
Por isso, É URGENTE SALVAR O NOSSO RIO, O RIO TEJO!
JOSE LEANDRO LOPES SEMEDO

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Festejos populares em honra da Senhora da Sanguinheira

Amieira do Tejo vai estar em festa nos dias 10, 11 e 12 de Setembro, com evocação de Nossa Senhora da Sanguinheira. O lucro dos festejos revertem a favor do restauro das telas da Capela do Calvário, um objectivo só por si meritório e a justificar uma visita a Amieira do Tejo.
PROGRAMA DAS FESTAS
Sexta-feira, dia 10

21 h – Abertura dos festejos e quermesse
Baile com Daniel González
23h – Actuação do grupo de música popular “Modas de Ródão”
Continuação do baile pela madrugada fora
Sábado, dia 11
21h – Procissão em honra de Nossa Senhora da Sanguinheira desde a capela até à Igreja Matriz
22 h – Início do arraial e quermesse com o duo musical Divinal
23h – 6050Fashion 2010
Continuação do baile até de madrugada
Domingo,12
10h – Peditório da colcha com acompanhamento da Banda Filarmónica Rossiense (Rossio ao Sul to Tejo – Abrantes).
18h – Missa solene na Igreja Matriz seguida de procissão com a imagem de Nossa Senhora da Sanguinheira pelas principais ruas da vila, seguindo para a sua capela.
21h – Início do arraial e quermesse
Baile com o organista Nuno José
23h – Actuação do grupo popular “As Cotovias” (Comenda)
24h – Entrega da bandeira à próxima comissão.
A organização lembra que haverá frangos assados para fora e outras iguarias tradicionais.

domingo, 8 de agosto de 2010

Recuperação das telas da capela do Calvário de Amieira do Tejo

Caros Amieirenses, amigos da Amieira e não só… Todos os outros saberão com certeza que é a eles que também me dirijo.
Pois é!.. Cá estou eu novamente com o assunto: as telas do calvário de Amieira do Tejo, mas desta vez não à procura de uma entidade que queira ajudar à sua recuperação nem mesmo do “tal” mecenas que tantas vezes procurei, mas nunca encontrei!
O que sim me trás a vós é mostrar a minha enorme satisfação e grande alegria que obtive através de uma noticia que li no jornal de Nisa no qual dizem que: as festas em honra de Nossa Senhora da Sanguinheira de Amieira do Tejo realizam-se este ano nos dias 10, 11 e 12 de Setembro e têm por objectivo a angariação de fundos para a recuperação das telas do calvário, só posso dizer que como filha desta terra não coube em mim de contente e acredito que como eu muitos mais, pois como sempre disse: o nosso património faz parte da nossa história, das nossas raízes e é no fundo aquilo que um dia mais tarde cá deixamos, ele faz parte de nós, e como tal compete-nos a todos ajudar, uma vez que as entidades competentes nada fazem para salvar o nosso património, a nossa história, seremos então nós os ditos “cidadãos anónimos” a fazer-mos algo por aquilo que é nosso, por aquilo que nos pertence!
Desde já quero enaltecer e agradecer esta atitude por parte da comissão que organiza os festejos da freguesia, em meu nome, e em nome de todos os outros que são muitos, o nosso muito obrigado.
E sendo nós muitos apelo então para que estejam presentes nos festejos de verão para que deste modo todos juntos possamos angariar uma grande quantia de “euros” para que seja possível a recuperação das telas do calvário.
Gostaria também de frisar que um “donativozinho” extra vindo por parte de todos nós, mesmo pouco que seja também já ajudava à festa, pois do pouco se faz muito.
P.S: Ao cuidarmos e salvarmos o nosso património só estamos a valorizar e a enriquecer as nossas aldeias, vilas e cidades, e é isso que vamos fazer com Amieira do Tejo, e a certeza que eu tenho é que a sensação que vamos sentir é que esta aldeia tem e vai ficar com um património mais rico, e sendo Amieira uma aldeia histórica vamos então preservar a sua história!
Sem mais assunto subscrevo-me deixando o meu muito obrigado e um grande Bem Hajam a todos os que estão disponíveis em ajudar, muito em especial à comissão se festas.
Ana Paula Mendes Nunes da Conceição Horta

sexta-feira, 2 de julho de 2010

AMIEIRA DO TEJO: II Encontro do Grupo




Chão do Prior - Turismo e Natureza
" O fim de semana passado, parte do nosso grupo juntou-se mais uma vez numa casa de Turismo Rural na Amieira do Tejo. A Casa é lindíssima com vários quartos rústicos. Há um ano enchemos a "Casa do Prior" e este ano voltámos a repetir.
O nosso grupo é enorme e por isso não é fácil encontrar um local com qualidade, sossegado e o mais importante, com piscina para as criançada se divertir.
A casa fica dentro da vila e os miúdos percorrem-na a pé e de bicicleta sem perigo nenhum.
Já não se encontram lugares assim!
A casa fica 3 dias por nossa conta e é sempre com grande alegria que todos juntos passamos momentos de grande diversão!
Conseguimos juntar 34 pessoas!
Para o ano lá estaremos novamente!
1 de Julho de 2010 - Texto e fotos in http://mariajoaocorreia.blogspot.com/

PONTÁ BITÉFES - Quando a razão se sobrepõe à cegueira

O portão metálico instalado, indevidamente, no caminho público de acesso ao rio Tejo em Amieira foi retirado, de acordo com informação prestada pelo presidente da Junta, Rogério Dias, na sessão da Assembleia Municipal de 28 de Junho.
A decisão só peca por tardia, depois da denúncia sobre a colocação abusiva de tal estrutura ter chegado à Assembleia Municipal. Cumpre-se, assim, uma recomendação da mesma, evitando-se que o assunto transitasse para o Ministério Público.
Acredito que a colocação da estrutura metálica tivesse uma boa intenção e longe de mim pensar que o presidente da Junta de Freguesia de Amieira do Tejo agiu de má fé. Cumpria-lhe preservar um bem público, o barco para a travessia do rio e propriedade da autarquia, só que, talvez por desconhecimento, ao pretender resolver um problema (a segurança de um bem colectivo) criou um outro, ao limitar e impedir nalguns casos, o acesso público ao rio.
O Tejo é património da humanidade. Aprendemos todos na primária que nasce na serra de Albarracin em Espanha e para nós, nisenses, alentejanos e portugueses, já nos bastam as "tropelias" que nuestros hermanos cometem sobre o rio, uma das quais, a mais grave, é o sugamento das suas águas através de transvases, muitos deles ilegais e sem qualquer controlo.
Andou bem, por isso, a Junta de Freguesia de Amieira do Tejo e o seu presidente, ao reconhecerem a justeza de uma denúncia e crítica sobre um acto ilegal, repondo a livre passagem de acesso ao rio.
Bom seria que outros autarcas de freguesia do concelho e o próprio de Amieira do Tejo, tomassem a mesma atitude em relação aos caminhos vicinais públicos, um dos problemas mais graves existentes no nosso concelho, no que se refere à usurpação e vedação de parcelas do território que são de todos.
Quando o bom senso e o uso da razão se sobrepõem à "cegueira política" é possível resolver problemas para o bem de toda a comunidade.
Amieira do Tejo fica mais rica sem "o muro metálico" de acesso ao rio.
É que, para "guetos", já nos bastam os da Faixa de Gaza...
Mário Mendes

sexta-feira, 16 de abril de 2010

AMIEIRA DO TEJO: 77º Aniversário da Sociedade Educativa Amieirense





Foi no passado dia 3 de Abril de 2010 em plena época pascoal que em Amieira do Tejo em grande ambiente de confraternização entre os filhos e amigos da terra se comemorou os 77 anos da Sociedade Educativa Amieirense, tendo sido inaugurada uma placa decorativa em homenagem a todos os associados fundadores da sociedade.
Nesta inauguração e nos 77 anos da Sociedade, marcaram presença, muitos associados e não só, a presidente da Câmara Municipal de Nisa, engª. Gabriela Tsukamoto, o presidente da Junta de Freguesia de Amieira do Tejo, Rogério Dias e como não podia faltar, o presidente da direcção da Sociedade Educativa Amieirense, Fernando Trindade entre muitos outros.
O convívio entre o povo deu-se ao fim da tarde onde houve comes e bebes á descrição, tendo-se prolongado até por volta das 22h, hora essa que deu início a um baile que se arrastou noite dentro.
O ambiente esteve ao rubro e todo o povo cantava, dançava e encantava. Entre risos, sorrisos, bebidas para cá e para lá entre a correria das crianças, houve ainda a venda das tradicionais rifas onde todos eram contemplados com prémios! E claro que não podia faltar o tradicional bolo, uma gostosa e enorme boleima, para cantar os parabéns a esta associação, já com alguns aninhos, a nossa Sociedade.
Foi um fim de tarde e noite bem passada que presumo quem esteve presente já mais irá esquecer, sendo este o meu sentimento e de muitos mais. Um muito obrigado e um grande bem-haja a todos os que estiveram presentes, desejando desde já os sinceros votos de muitos parabéns à Sociedade Educativa Amieirense bem como a todos aqueles os que ajudam a manter esta grande casa.
Ana Paula Mendes N.C. Horta

quarta-feira, 24 de março de 2010

Amieira viveu as festividades dos Passos






Domingo 21 de Março, chegava a Primavera e com ela mais um dia, em mais um ano em que se iria realizar a procissão do Senhor dos Passos. A pacata aldeia de Amieira do Tejo amanhecia com um imenso nevoeiro serrado, mas quis o Senhor dos Passos que o seu dia se torna-se num lindo dia de Sol radioso, e foi o que aconteceu, o nevoeiro levantou e o Sol raiou, brilhou diante dos nossos olhos aquecendo-nos a alma e o coração, transformando esta linda tradição religiosa num acto de fé contagiante e sereno.
Eis que saia então o Senhor dos Passos por volta das 16:30h da capela do calvário até á igreja matriz, onde se realizou a simbólica missa. Pouco tempo depois saia da igreja ao encontro de sua mãe, e este encontro estava cada vez mais perto, teria lugar na praça Nun’ Alvares Pereira junto ao Castelo, foi o que aconteceu, e como sabeis não há encontro mais doloroso, comovente e emocionante do que o encontro de uma mãe com um filho que está em sofrimento.
É no fundo o que simboliza este acto diante de nós e nos transmite sentimento de tristeza, dor, saudade e arrependimento, mas acima de tudo, amor a Jesus, à sua mãe e ao próximo.
E a via-sacra continuava…
Saindo da praça Nun’ Alvares Pereira o senhor dos Passos já caminhava junto de sua mãe numa caminhada dolorosa até ao Calvário, nesta caminhada juntaram-se novos e velhos, todos eles num grande acto de fé e amor ao senhor Jesus, a grande razão do nosso existir.
Foi lindo e comovente de ver os jovens e amigos da terra carregarem o andor do Senhor Dos Passos desde o começo ao fim da caminhada. Com isto mostra que afinal os jovens também nutrem de verdadeiros sentimentos de responsabilidade, respeito e amor, ao contrário do que muitas vezes lhes atribuem.
Deste modo, a todos eles muito obrigado e um grande bem-haja pela presença e preciosa ajuda na contribuição deste acto religioso, e a todos os que estiveram presentes para que esta tradição tão desejada e amada se mantenha até ao fim da nossa existência, mesmo aos que apenas estiveram presentes somente de coração, o meu (nosso) muito obrigado ficando aqui desde já um pedido caloroso para que voltem sempre!!!
Texto e fotos de Ana Paula Mendes Nunes da Conceição Horta

sexta-feira, 19 de março de 2010

A PROPÓSITO DO DIA DO PAI

Carta aos meus queridos pais....
Como é bom poder dizer que tenho pais. De poder chamar-vos queridos pais. Se antes não vos dizia, agora tenho vontade de dizê-lo. O que antes não me dizia nada, agora, diz-me tudo.
Tarde de mais... é o que penso, é o que sinto, e como este sentimento me deixa tão triste... me faz sentir mal! Mas acreditem queridos pais, que não foi, nem era por mal, a culpa foi sempre da distância, é que antes estavam perto, mas agora... agora estão tão longe...! E como sempre, só damos o verdadeiro valor, e sentimos a falta de quem gostamos quando as perdemos ou quando estão longe de nós, longe da nossa vista, mas nunca do nosso coração! Preciso de dizer-vos que sinto a vossa falta, tenho saudades vossas, e amo-vos tanto!
Se antes não vos dizia, embora o sentisse, agora quero dizê-lo, que vos amo tanto, tanto, mas tanto!
Queridos pais, se antes havia coisas que não vos fazia, nem dizia, era porque estavam aqui mesmo ao lado, afinal a distância era tão curta... e no fundo nunca nos passa pela cabeça, ou não queremos pensar, que o que gostamos e nos faz sentir bem um dia tem e pode chegar ao fim, pois nada, nem mesmo o tempo é eterno e foi o que aconteceu... esse dia chegou, tinha de chegar!
A casa que habitaram estes últimos 14 anos de 1987 a 2008 em que estiveram por Lisboa, não era a vossa, era a vossa, era-vos apenas emprestada, a vossa sim, estava à espera, à espera de quem lhe pertencia, e esse alguém são vocês queridos pais, por isso, aproveitem-no bem, essa é que é a vossa casa, é aí que têm de ser felizes, na linda e tranquila Amieira.
Queridos pais, o meu coração chora, chora de saudades de tudo o que poderíamos ter feito juntos, e não fizemos... E tudo isto, quando estávamos quase a dois passos. Mas, o que lá vai, lá vai... Há que seguir em frente, e há que enfrentar a vida como ela se apresenta diante de nós, no nosso dia-a-dia...
E uma coisa é certa, sempre fizemos e demos tudo o que podia-mos, e quando assim é, já é de louvar, pois não devemos fazer o que não se pode, mas sim, o que se pode e quando se pode! E como tristezas não pagam dividas então não há razão para eu ficar nem andar triste, pois ainda vos tenho, e não pode haver maior alegria, que é poder olhar-vos nos olhos, dizer-vos que vos amo e chamar-vos de meus queridos pais!
P.S.: Esta carta é para os meus pais: Manuel Nunes da Conceição e Maria Antónia Estrada Mendes da Conceição, os quais eu amo muito. Quero que saibam que as boas recordações nunca morrem, ficam para sempre guardadas no pensamento e no coração terão de ser recordadas com um sorriso nos lábios, uma pontinha de saudade, e até se for preciso... com lágrimas de felicidade!
Todas as outras recordações, menos boas, essas... são para simplesmente esquecer! Queridos pais, de uma coisa, podem ter a certeza, tanto vós como eu, e os meus irmãos, jamais esqueceremos os anos passados na Quinta do Palácio Marquês da Fronteira em Lisboa, isso ninguém nos pode tirar, estão bem guardados no nosso coração, foram anos preenchidos de tudo, e de nada... foi simplesmente o dia-a-dia da vida!!!
Mas agora, á que seguir em frente... De uma coisa tenho a certeza, sempre tive boas razões para ir até á nossa linda e tranquila Amieira, mas agora tenho razão ainda maior... vocês!!!
Com amor, da vossa filha:
Ana Paula Mendes Nunes da Conceição Horta
Com esta carta aos meus pais gostaria de transmitir ás pessoas que devemos aproveitar e tirar partido das pessoas que mais amamos enquanto as temos ao nosso lado, para que um dia mais tarde... não reste apenas um vazio!

quarta-feira, 17 de março de 2010

APELO À PARTICIPAÇÃO DOS AMIEIRENSES

Caros Amieirenses, residentes, não residentes e todos os amigos e simpatizantes da nossa linda Amieira do Tejo, cá estamos mais uma vez em mais um ano em que a procissão do Senhor dos Passos sairá á rua.
Daí, que apelo uma vez mais a todos para que possam estar presentes, para que esta linda e religiosa tradição se possa manter, e esta só será possível com a minha, a sua, e a presença de todos nós!
APAREÇAM!!!
Ana Paula Mendes Nunes da Conceição Horta

sábado, 13 de março de 2010

AMIEIRA DO TEJO: Festa do Senhor dos Passos

Realiza-se no próximo dia 21 de Março a tradicional Festa em honra de Nosso Senhor dos Passos, em Amieira do Tejo. O programa será o seguinte:
10 horas - Chegada da Banda de Música da Sociedade Instrução Musical Rossiense, de Rossio ao Sul do Tejo - Peditório em Vila Flor e Amieira.
16,30horas - Concentração na Igreja do Calvário e início da procissão até à Igreja Matriz, onde será celebrada a Santa Missa.
Após a Missa, continuação da procissão pelas principais ruas da Vila,terminando na Igreja do Calvário.
A organização apela a todos os Amieirenses e Amigos de Amieira para com a sua presença ajudarem a manter esta tradição, tão característica da religiosidade de Amieira.

Eleitos do PSD questionaram Câmara sobre vedação no acesso ao Tejo


Os eleitos do PSD na Assembleia Municipal de Nisa, questionaram a Câmara sobre a vedação da estrada de acesso ao rio Tejo em Amieira, tendo apresentado uma proposta sobre o assunto, que se transcreve:
“Considerando que chegou ao nosso conhecimento que: a estrada ex-EN 359 junto ao rio Tejo, terá sido vedada, com uma estrutura metálica, tipo portão, impedindo o livre acesso ao cais, centenário, que ali existe;
Considerando que o princípio da liberdade é um direito fundamental na Constituição Portuguesa; Considerando que com a prática de tal acto o citado princípio se encontra violado, impedindo, no referido caminho público a livre circulação de pessoas, no acesso ao rio Tejo, no local denominado Barca-da-Amieira;
Considerando que quem praticou ou mandou praticar tal acto, cometeu o crime, não sabemos se consciente ou inconscientemente, de abuso de poder, propomos:
1 - Que esta Assembleia através do seu Presidente dê a conhecer tal realidade a todos os Vereadores da Autarquia;
2 - Que se conceda um prazo de sete dias, a quem praticou ou mandou praticar tal acto, para repor a legalidade violada, uma vez identificado o autor;
3 - Que no caso de a livre circulação de pessoas no citado local não ser reposta no prazo concedido, deverá o Senhor Presidente da Assembleia, participar para os devidos e legais efeitos tal realidade ao Ministério Público.”
Mário Mendes in "O Distrito de Portalegre"