quarta-feira, 28 de maio de 2008

POEMA SOBRE AS CRIANÇAS

A ti, criança, quero-te dizer...
Quero dizer-te que também já fui criança.
Sim, já fui criança como tu.
Sabes? O que agora és, eu já fui
O que fazes, eu também já fiz.
E acredita: É tão bom, ser criança!
Mas passa tão depressa...
Por isso, criancinha, não tenhas pressa de crescer!

Escuta: Já fui criança, não sou mais
Agora que cresci, tenho apenas essa criança
Que um dia fui, guardada no meu pensamento
Especialmente, no meu coração.
Se brinquei? Claro que sim!
Brinquei tanto, que nem imaginas...
Corri, saltei, fantasiei, inventei!
Fantasias e invenções próprias da idade
E que me faziam sonhar...
E como é bom sonhar! Sonhar com fadas,
Príncipes, dragões e palácios de encantar!
Como eu gostava de fantasiar...

Criança pequena, escuta o que te digo:
Todos os adultos que conheces já foram crianças um dia.
Os teus avós e os teus pais também já o foram.
Agora, és tu; é agora, o teu tempo: o tempo de seres criança!
Aproveita-o bem, sem pressa de crescer, tudo tem o seu tempo!
Sabes, um dia vais lembrar-te destas palavras...
Talvez as vás dizer também a alguma criança
Vais (quem sabe) sentir o que eu hoje sinto
Pois é impossível não sentir...

Fecho os olhos e sinto que o tempo passou tão depressa...
Não sou mais criança! Cresci e sou adulta.
Queria recuar no tempo e voltar a ser aquela criança
Que correu, saltou, criou, inventou e tanto brincou!
Tenho tantas saudades... Mas o tempo não volta atrás
Mantenho viva a criança que já fui, no meu pensamento
E no meu coração.
Por isso, criança, não tenhas pressa de crescer!
Um dia mais tarde, irás ter saudades
De essa criança voltar de novo a ser!
Com todo o amor, dedico a todas as crianças do mundo, homenageando-as no Dia Mundial da Criança (1 de Junho).
Ana Paula MN Conceição Horta

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Sousa Casimiro morreu em acidente

Morreu Sousa Casimiro. O conhecido profissional da comunicação social foi vítima de um acidente de viação, ocorrido de acordo com a Brigada de Trânsito da GNR poucos minutos depois das 14 horas, na estrada nacional 118, nos arredores de Alpalhão, quando se despistou a viatura em que seguia.Manuel Sousa Casimiro foi o fundador da Rádio Antena Livre (RAL), em Abrantes, a primeira experiência de uma rádio local privada em Portugal, que começou a emitir como estação "pirata”.Rumou depois a Portalegre, onde foi Director da Rádio Portalegre, levando a estação da capital de distrito à liderança das audiências no Alentejo.Depois de deixar a Rádio Portalegre criou a sua própria empresa de prestação de serviços nas áreas da comunicação social e animação, a "Sousa Casimiro Produções". Foi precisamente com esta sua empresa que colaborou com a Rádio ELVAS no acompanhamento de diversas edições da Volta ao Alentejo e da Volta a Portugal em Bicicleta. O ciclismo era, aliás, uma das suas grandes paixões.Mais recentemente, Sousa Casimiro constituiu a empresa "Cor do Som”, que se dedicava a assegurar a sonorização de espectáculos e outros eventos. Ainda nesta última semana estivera em Elvas com os seus colaboradores, assegurando o som da maioria dos concertos da Semana da Juventude.O corpo de Sousa Casimiro foi transportado pelos bombeiros de Nisa para a morgue do Hospital de Portalegre.
Jornal de Nisa faz suas as palavras dos directores e colaboradores da Rádio Elvas e nesta hora de dor que a todos nos atinge, envia as mais sentidas condolências à familia neste difícil momento.
Fonte: Rádio Elvas

segunda-feira, 19 de maio de 2008

As cegonhas voltaram ao Calvário de Amieira

Quem pensou que as cegonhas se tinham mudado para outras paragens... então, bem se enganou.
É que elas voltaram e pelos vistos em maior número. Decidiram voltar a fazer o ninho no alto da cruz do calvário e eu pude ver com os meus olhos essa pura beleza da natureza, numa recente ida a Amieira.
As cegonhas contemplaram-me com uma linda visão do seu planar por cima do Calvário, um pouco envergonhadas e tímidas ao quererem pousar, não sei bem porquê.
Parecem não se sentirem bem-vindas, por algo ou alguém, o facto é que, parecem inseguras, mas lá voltaram...
É que ao contrário de muitos seres humanos, elas são fiéis aos sítios e às tradições e isso é bonito de se ver!
Sem precisarem de ajuda ou de autorização para construírem os seus lares, como assim lhes manda a natureza, são elas que escolhem onde e como querem construir os seus ninhos e tanto lhes dá que o ser humano as queira mudar de lugar ou não, pois são fiéis ao lar que as viu nascer, acabando sempre por voltar.
Por isso, não vale a pena quererem mudar os hábitos destas aves tão maternais. Deixemo-las construir os seus avantajados ninhos onde sempre nos habituaram a vê-los e que na minha opinião, são de uma enorme beleza.
Já agora, aproveito também para dizer, que não vejo a necessidade dos paus que estão já cada um para seu lado, junto à cruz do Calvário, ao que parece seriam para servir de suporte ao ninho das cegonhas há uns anos atrás, dando agora, apenas, uma imagem inestética, bem como as silvas que também não fazem lá falta nenhuma e vão alastrando cada vez mais, contribuindo dessa forma para um aspecto pouco condizente com um dos edifícios religiosos mais bonitos de Amieira.
Quanto às cegonhas, deixemo-las construir os seus ninhos e escolher o seu sítio para viver.
Os habitantes de Amieira e todos os que a visitam, podem, agora, ser contemplados por algo de maravilhoso que se vai passando, pelo menos no exterior do Calvário.
Termino com o refrão de uma música que será do conhecimento de muitos:
Não façam mal à cegonha
Nem ao ninho que ela tem
Porque um homem quando sonha
Sonha em ter filhos também!

domingo, 18 de maio de 2008

"A Casa do Barqueiro" em Amieira do Tejo

Manuel Paulino e Jorge Murteira

Amieirenses no Cine Teatro de Nisa

Convívio 3º aniversário ADN

Manuel Paulino na homenagem aos barqueiros

"A Casa do Barqueiro" exibida junto ao Tejo

Passeio de barco no Tejo
No âmbito das comemorações do 3º aniversário da ADN - Associação de Desenvolvimento de Nisa, o realizador do filme "A Casa do Barqueiro", Jorge Murteira, voltou a Amieira do Tejo para falar sobre a película premiada no Festival DOC Lisboa 07 e mostrar in loco, aos amieirenses e população do concelho, o filme premiado.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Lembrança do Dia da Mãe

AMOR DE MÃE

Amor de Mãe,
Sentimento tão puro e verdadeiro
Esse amor que nos ensina a viver
E nos ajuda a crescer!
O amor de Mãe atravessa fronteiras
Vence todas as barreiras!

Amor de Mãe
Esse amor tão grande
Que te faz sorrir, amara e chorar
Mãe
Se tantas vezes me dizes “Não”
É porque tens sempre razão
Se me dizes “Sim”
É por saberes sempre
O melhor para mim
Mãe, quando me olhas e sorris
Tens tanto para me dizer
O teu olhar terno e sorriso doce
Transbordam de “Amor de Mãe”
E, acredita Mãe, que me faz tão tem!

Se estou doente e triste
As tuas palavras curam-me as feridas
Os teus beijos e abraços
Atenuam a minha dor
E só tu consegues isso.
Com o teu “Amor de Mãe”
Amor esse tão forte e pioneiro
De entre todos, o primeiro
O maior e melhor do mundo inteiro.

Por tudo isto e muito mais
Já vale a pena viver
Nem que seja só para sentir
O teu amor de mãe.
* Dedico a todas as Mães, às mães biológicas, às mães do coração e em especial à minha querida Mãe.
Ana Paula M. N. Conceição Horta

terça-feira, 6 de maio de 2008

Impressionante manifestação de pesar

NO FUNERAL DO PADRE JOSÉ FARINHA SERRANO
Era uma pessoa muito querida em Amieira do Tejo, o Padre Zé, um homem cuja bondade se manifestava em todos os seus actos. Pode até dizer-se que em cada amieirense tinha um amigo, tal era a sua disponibilidade enquanto exerceu em Amieira, a sua actividade.
Também o Grupo Cultural beneficiou e muito com a sua compreensão, pois era no salão paroquial que o Grupo de Teatro ensaiava e fazia as suas representações.
Mas, um dia, quando se deu a sua ida para os Envendos, onde nos últimos longos anos, fez também os seus habitantes felizes, com a sua maneira de ser, o povo de Amieira chorou a sua perda, pois nunca por aqui passou um Padre tão íntegro como ele.
Por isso não admira que o seu funeral fosse tão participado, não só pelas gentes de Amieira, como de Belver, S. José das Matas, Envendos, de onde saíram vários autocarros a caminho daquela aldeia do concelho da Sertã, de onde era natural p Padre Zé. Paz à sua alma!

domingo, 4 de maio de 2008

Casa Paroquial ameaça derrocada

O último padre que habitou a Casa Paroquial foi, curiosamente, o padre Zé Serrano, com a sua simpática irmã Maria do Céu, duas pessoas maravilhosas que Amieira jamais esquecerá.
Agora, quando olharmos para aquela casa, à nossa memória virá imediatamente aquela figura simples, despida de preconceitos e que não sabia pronunciar a palavra não!
Mas, aquela casa, também está prestes a desaparecer, como o último padre que a habitou.
As marcas da ruína são bem patentes e começa a ser preocupante o seu aspecto de abandono, sem que alguém se preocupe com tal situação. A casa está com sessenta e tal anos de vida, pois eu era ainda um miúdo quando começou a sua construção.
Eu tenho também boas recordações daquela casa, pois quando saí da escola e fui para sacristão e ao mesmo tempo aprender sapateiro, passei lá muitos serões nas noites de Inverno, de volta da braseira coma irmão do padre Serra, a D. Eugénia e a sua criada, D. Maria Amália, à espera que o padre regressasse dos seus afazeres profissionais.
Talvez por isso, eu hoje sinta uma certa saudade daquela casa bonita que eu frequentei na minha adolescência e que hoje está doentes e prestes a morrer, como morreu o padre Zé.
Ele partiu com o seu coração cheio de amor pelos seus paroquianos.
Obrigado, amigo!
Jorge Pires - in "Jornal de Nisa" - nº 253