sábado, 29 de março de 2008

Misericórdia de Amieira do Tejo

Construção do Lar de Acolhimento começa em Maio
Ao ser anunciado o início das obras para o próximo mês de Maio, o mês das flores, é caso para aqueles que já passaram muitas primaveras e que fizeram da sua mocidade um enorme jardim com as mais variadas espécies, voltarem a sorrir, afinal de contas nem tudo é mau em Amieira.
Realizou-se na sede da instituição, uma Assembleia Geral ordinária, no dia 8 de Março, com 55 irmãos presentes.
No primeiro ponto tratou-se da correcção às contas do exercício de 2001, pelo recebimento ilícito, naquele ano, de comparticipações do Instituto de Solidariedade e Segurança Social de Portalegre, no âmbito do acordo de cooperação, no montante de 12.300,02 €, oportunamente devolvido, na sequência da inspecção realizada à Santa Casa da Misericórdia, da responsabilidade da direcção que ao tempo geria a instituição.
No segundo ponto, houve discussão e votação das contas do exercício de 2007, tendo sido aprovadas por maioria com um voto contra.
O terceiro ponto da ordem de trabalhos foi aproveitado para tratar diversos assuntos, mas o que mais prendeu o interesse dos assistentes foi a revelação feita pelo senhor Provedor, do início da construção do lar de Acolhimento para o próximo mês de Maio.
Seguiu-se a comunicação dos resultado obtidos durante o exercício e que foram os seguintes:
Resultados operacionais = 28.989,42 €; Resultados Financeiros = 9.447,90 €; Resultados Extraordinários = 6.103,23 €; Resultado Líquido = 44.540,55 €.
Após a leitura pelo senhor presidente da mesa, da última acta, foi a mesma aprovada por unanimidade.
Jorge Pires in "Jornal de Nisa"

domingo, 23 de março de 2008

PASSOS EM AMIEIRA

A vergonha das silvas na fachada do Calvário
Centenas de amieirenses e amigos fizeram questão de estar presentes, um ano após a retoma, nesta cerimónia tão querida desta população, envergonhada perante os forasteiros pelo estado de abandono em que o património desta terra se encontra.
De facto, este monumento é belo de mais para ser tão maltratado. Muitos amieirenses ficaram espantados ao verificarem que desde o ano passado, o silvado não só lá continuava, como também tinha aumentado, para além disso, as cegonhas que habitam na cruz vão contribuindo de igual modo para a a degradação que continua a alastrar cada vez mais, sem que alguém responsável ponha fim a tudo isto.
O estado deste monumento no seu todo é lamentável, tão lamentável que penso que todos os amieirenses se devem unir em torno deste assunto.
É imperioso que todos nós não nos calemos e sigamos o exemplo dessa grande amieirense Ana Paula Horta que tanto tem lutado em defesa do nosso património que é ainda a causa de tantos turistas que nos visitam.
Quanto às cerimónias, este povo foi inigualável e apesar da grande ventania que se fazia sentir, a fé era mais forte e tudo se passou normalmente com o sermão da Praça e o encontro da Mãe com o seu filho amado, a ser o ponto mais alto.
Seguiu-se depois a caminhada até ao Calvário, com a banda de castelo de Vide a acompanhar a imagem do Redentor, cujas lágrimas invisíveis, não se sabe se eram pelo encontro ou por causa do mau estado em que se encontra a sua casa!...
Jorge Pires

domingo, 16 de março de 2008

Brilho e fé nos Passos em Amieira

Realizou-se no domingo, dia 9, a tradicional Festa dos Passos em Amieira do Tejo. Abrilhantada pela Banda União Artística de Castelo de Vide, decorreu com o brilho do ano passado, embora com um pouco menos de pessoas.
Cerca das 10 horas iniciou-se o peditório em Vila Flor, continuando depois pelas ruas de Amieira. Após o almoço, cerca das 14,30 h, iniciou-se a procissão a partir da Igreja do Calvário com a imagem do Senhor dos Passos até à Matriz, onde foi celebrada a Santa Missa, após o que a procissão foi retomada pelas principais ruas, até ao Calvário. Foi comovente o habitual Encontro, na Praça Nun'Alvares, vindo a imagem de Nossa Senhora das Dores pela Rua do Castelo, a partir da Capela da Misericórdia.
Estamos em crer que o ambiente de religiosidade vivido, será uma surpresa para os que ainda não assistiram a esta manifestação e que interessará divulgar para que Amieira do Tejo volte a figurar no roteiro da Festas Religiosas mais importantes do Concelho.

sábado, 1 de março de 2008

À Direcção Regional de Cultura do Alentejo

Carta da cidadã amieirense, Ana Paula Horta
Dr. José Nascimento – Director Regional de Cultura do Alentejo
“ Venho mais uma vez ao vosso encontro, embora desta para vos abordar sobre o seguinte: qual o porquê do castelo de Amieira do Tejo, o “Castelo Nun´Álvares” se encontra encerrado?
Presumo que sois vós a entidade competente para me esclarecer enquanto cidadã sobre este assunto. Se não o forem, então peço desde já as minhas desculpas, agradecendo se assim lhes for possível que me encaminhem ao sítio certo.
Partindo do princípio que é convosco, gostaria que me esclarecessem sobre este assunto, como cidadã deste país e filha da terra onde se situa o castelo. Tenho o direito de ser informada e com todo o respeito vós tendes o dever de me informar, como a todos os outros cidadãos, o porquê do castelo se encontrar encerrado.
No mês de Novembro de 2007 escrevi um artigo onde falava sobre o castelo estar encerrado. Esse artigo foi publicado no Jornal de Nisa no dia 14 de Novembro.
Foi o 2º artigo que fiz a falar sobre o castelo, visto não ser só de agora que este se encontra encerrado. Passando adiante...
Neste artigo no Jornal de Nisa dei a ideia para que quem de direito lá fosse ou mandasse colocar uma placa informativa na porta do castelo ou junto ao mesmo, explicando as razões pelo qual as suas portas se encontravam encerradas, a fim de quem o procura ficar esclarecido e não apenas bater com o nariz na porta.
É triste ver que nada fazem para nos esclarecer...
Não é isto que espero de vós. Estou certa de que sendo vós uma entidade tão competente e conhecida, merecem todo o nosso respeito. Espero também de vós esse mesmo respeito, por mim, como por todos os cidadãos, pedindo-vos, por favor que seja feito algo para que o castelo volte a abrir as suas portas.
Mas, enquanto isso não acontece... que seja colocada uma placa informativa sobre o “porquê” do castelo se encontrar encerrado.
Sem mais assunto, espero de vós uma resposta muito em breve, agradecendo a vossa paciente atenção e disponibilidade.
O meu muito obrigado e um Bem-Haja a todos os que trabalham nessa entidade.”
Ana Paula Horta