sexta-feira, 26 de outubro de 2007

MEMÓRIAS D´ AMIEIRA

As duas fotos são do ano de 1950 e foram tiradas na estação ferroviária de Barca d´Amieira. Foram-nos enviadas por um amieirense, André Pedro da Fonseca, emigrante em Espanha (Salamanca) desde os 4 anos. Ao André Pedro, os nossos agradecimentos e votos de muita saúde para si e toda a família.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

POETAS DA NOSSA TERRA

Fado dos Passarinhos
Em pequeno eu ia aos ninhos
E tirava os passarinhos
Sem ter dó nem piedade
Depois vinham os seus pais
E era vê-los aos ais
Ao verem tanta maldade.

Certa vez um passarinho
Inocente pobrezinho
Ao ver que eu o apanhava
Caiu ao chão contrafeito
Aqueci-o no meu peito
P´ra ver se ainda voava.

Então eu pus-me a chorar
Por o pobre não voar
E senti grande vexame
E nunca mais fui aos ninhos
Porque os pobres passarinhos
Também têm quem os ame.
Jorge Pires

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

A realidade das festas populares no nosso concelho

Em tempos que já lá vão, avançar com um evento popular em qualquer freguesia do nosso concelho, tornava-se tarefa fácil, tal era o entusiasmo que reinava entre a população, ao sentir-se útil por colaborar nas festas da sua terra.
Eram, na verdade, outros tempos, não só porque havia muitos mais habitantes e por consequência muito mais juventude, mas, também, porque as mentalidades eram diferentes.
Poder-se-ia dizer que a população está envelhecida, o que de facto é verdade, mas isso não explica tudo. Veja-se, por exemplo, o que se passa em centenas de aldeias deste país, onde o bairrismo ainda é o que era e onde o voluntariado enriquece e de que maneira, quem o pratica.
Como poderiam essas aldeias de dimensão tão pequena, organizar aquelas festas de arromba se tivessem que pagar toda a mão-de-obra? E como será no nosso concelho quando as autarquias deixarem de apoiar as comissões de festas?
Voltando às dificuldades, pode-se dizer que Amieira não foge à regra e cada vez mais se sente a falta de quem colabore nas mais variadas tarefas das muitas que fazem parte das festas da nossa terra.
Ainda me recordo dos meus tempos de adolescente, em que nós percorríamos as ribeiras à procura de hera para forrar os paus que faziam parte da estrutura do coreto, do bar e da barraca de chá. Enfim, tudo aquilo para nós era uma alegria tremenda e todos os anos estávamos à espera de Setembro para voltar à ribeira e colher mais hera para o mesmo fim.
Naquele tempo não havia colaboração das autarquias e quase tudo era feito voluntariamente, com muito amor e carinho.
Hoje em dia, já há mais quem critique do que quem ajude e esta postura já começa a ser um mau sinal. É que as autarquias, com os critérios a que estão sujeitas, podem, a curto prazo, ter pouco espaço de manobra para tantas solicitações.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Comissão de Festas apresentou contas

Dois mil e vinte e um euros de saldo final (positivo) é o balanço das contas das festas em honra da Senhora da Sanguinheira, apresentado pela respectiva Comissão de Festas 2007.
No balancete tornado público e assinado por todos os membros da Comissão, é referido que diversos encargos que não integraram o conjunto de despesas, tais como correio, faxes, telefones, camisolas, chapéus e parte significativa das deslocações, num montante avaliado em mais de mil euros foram suportados pela empresa PortugalRur, com gerência de um amieirense.
No capítulo das receitas, os maiores valores obtidos foram a exploração do bar (7.024 euros, nos 5 dias da festa), a publicidade, os dois peditórios efectuados, a realização da tourada e a exploração do bar no Festival Rock.
No que se refere às despesas, o montante maior vai para o capítulo da animação (grupos musicais) e para a iluminação do castelo (instalação e aluguer de gerador e transporte). O total das receitas foi de 15.675,38 € e o das despesas de 13.653,94 €, resultando um saldo positivo de 2.021,44 €.
As festas da Senhora da Sanguinheira de 2007 foram um êxito. Cabe, agora, aos novos festeiros, assegurar que em 2008, tenham igual ou superior brilho.
A nossa terra e as suas gentes bem o merecem.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

As festas de Amieira e a utilização do castelo

Uma questão que se levantou e dividiu opiniões, foi a realização de actividades profanas (como dizia uma iminente personalidade) no interior do castelo.
Ora bem. Como vocês sabem, eu “vivi” ali muitos anos e, portanto, estou à vontade para falar no assunto, precisamente porque havia certas regras que o IPPAR impunha e que tinham que ser escrupulosamente cumpridas, até espetar um prego nas paredes da fortaleza não era bem visto pelas entidades responsáveis e tudo tinha que ser autorizado, como era normal.
A partir do ano 2000, essas restrições deixaram de fazer sentido, pelas razões que todos conhecem. Inclusivamente, aquele jardim que levou tantos anos a tomar a forma que quase todos vós conheciam, foi há cerca de cinco anos quase completamente destruído, não se importando os responsáveis com o sentimentalismo das pessoas que tudo fizeram para que a entrada daquele monumento fosse uma das mais bonitas de Portugal.
Nunca me passou pela cabeça que um dia naquele espaço florido e cheio de verdura que na Primavera exalava um cheirinho tão agradável, pudesse funcionar um bar.
No entanto, como aquele monumento está tão doente e não serve para mais nada, que tal fazer como se faz presentemente em alguns dos nossos hospitais onde grupos de voluntários fazem animação para as crianças?
Resta-me agradecer, aqui, a importante colaboração e apoio da Câmara Municipal de Nisa, da Junta de Freguesia de Amieira, do povo em geral e, por fim, ao casal Sousa Casimiro – Audiovisuais e muito especialmente ao Inatel que nos enviou aquele excelente agrupamento que dá pelo nome de “Seara Jovem”, sem qualquer contrapartida.
Jorge Pires