quinta-feira, 27 de setembro de 2007

AINDA AS FESTAS DA SENHORA DA SANGUINHEIRA

Castelo Nun´Álvares no seu esplendor
Ao chegar a Amieira no dia 7 de Setembro à noite, para mais uma festa em honra de Nossa Senhora da Sanguinheira fui contemplada com uma vista maravilhosa que me deixou perplexa e deslumbrada. Avisto lá ao fundo o castelo e só consigo dizer: - Olhem, o castelo está iluminado, está lindo!
Quis parar e assim o fiz, ao pé do eucalipto grande, esse eucalipto que todos bem conhecem. Fiquei ali largos instantes, a contemplar o castelo pois a vista dali era magnífica. Só conseguia dizer: - Está lindo! Lindo!
Ao longe parecia uma tela suspensa no ar... Que lindo estava o castelo todo iluminado, estava no máximo do seu esplendor.
Quis dirigir-me de imediato ao castelo, para vê-lo de mais perto e qual não foi o meu espanto ao ver que a festa estava a decorrer no seu interior.
Só disse: Meu Deus, que espectáculo!
O castelo tomara vida, e que vida. No meio de tanta alegria, havia gente a cantar e a dançar, crianças a correr e a saltar. Que grande felicidade no rosto de todos os presentes.
Entre copos e petiscos, farturas, algodão doce, pipocas e boa música havia encontros de quem há muito não se via e ali matavam a saudade.
Faziam-se novas amizades e quem sabe... tenham nascido novas paixões dentro dessa beleza medieval que é o castelo Nun´Álvares.
E ali estava eu, impávida e serena a assistir a tudo o que se ia passando em meu redor e a tudo o que a minha vista pudesse alcançar. E que mais posso dizer?
Vi e senti que o castelo estava esplendoroso, e com um enorme orgulho e o coração a transbordar de alegria, pude constatar com os meus próprios olhos que, afinal, esta maravilha que é o castelo não está esquecida.
Ana Paula Nunes Horta

domingo, 23 de setembro de 2007

AMIEIRA DO TEJO TEM NOVO SITE NA INTERNET

Ainda sem todas as funcionalidades a trabalhar em pleno, Amieira do Tejo dispõe de mais uma página na Internet, esta da responsabilidade do Grupo Desportivo e Cultural e particularmente do jovem Tiago Grácio, o designer de serviço. Pelo que já foi dado ver – e pode visitar Amieira em http://www.http:/gdcat.pt o novo site é de agradável visionamento, com um grafismo simples e original, com conteúdos que privilegiam a vida e a história do Grupo Desportivo e Cultural de Amieira do Tejo, mas que não esquece a própria história, património, tradições e monumentos da própria povoação que pertenceu ao priorado do Crato e tem no castelo e nas ligações a D. Nuno Álvares Pereira, o seu maior e justificado motivo de orgulho.O novo site vem juntar-se ao blog “Terra de Jans” http://amieiradotejo.blogspot.com/e ambos prometem, dentro da especificidade de cada um, divulgar as belas paisagens, as gentes e tradições, o património de Amieira do Tejo, um Tejo acrescentado há 50 anos (1957) ao nome e para a diferenciar de “outras” Amieira(s) existentes no país.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

AMIEIRA CELEBROU SENHORA DA SANGUINHEIRA

Academia Musical de Sacavém deu mais brilho às festas
Nem a chuva ofuscou o brilhantismo das festas
Não há palavras para definir o brilhantismo das festas em honra de Nossa Senhora da Sanguinheira, organizadas pelo Grupo Desportivo e Cultural de Amieira do Tejo, porque para além do maravilhoso espectáculo de luz em que o castelo foi “figura” principal, houve também aqui algumas revelações, como, por exemplo, assistirmos a uma actuação como nunca aqui se viu, do Rancho Folclórico da Casa do Povo de Vialonga.
Não sei se a farta assistência que enchia por completo a praça de armas do castelo se deu conta da fusão entre o teatro e o folclore, pois, pessoalmente, nunca tinha visto, inclusivamente, nós cá em Amieira já praticámos as duas modalidades, mas, sim, apresentadas ao público, separadamente.
Todos ficámos maravilhados e daí os comentários positivos, no final da sua actuação.
Já que estamos a falar de destaques não posso deixar de fazer uma referência especial à actuação do grupo Seara Jovem, de Monforte, que, infelizmente e por vontade de Sua Majestade, o São Pedro, não chegou ao fim, devido à chuva que, por volta da meia-noite, nos fez uma inoportuna visita, deitando por terra, todas as nossas expectativas. Tinha terminado, ali, uma noite que prometia ser memorável, pois, a música tradicional, como todos sabem, está enraizada no povo genuinamente português.
A Banda Filarmónica da Academia Musical de Sacavém representou outra agradável novidade. Aquela procissão, aquela manifestação de fé e todo aquele fantástico cenário que são os monumentos históricos e as renovadas ruas e casario amieirense, já mereciam aquele garbo, aquela postura e, sobretudo, aquela disponibilidade, aquando da volta tradicional pelas ruas, durante o costumado peditório em que se verificou uma extraordinária adesão.
Vamos agora falar da tourada. O dia 8 de Setembro vai ficar para sempre gravado na memória de quem esteve presente, pois desde os tempos em que as bandas abrilhantavam as touradas aqui na terra, nunca mais tínhamos assistido a um espectáculo tão animado e também tão musicado, graças à aparelhagem sonora ali instalada, com música apropriada.
Quero com isto dizer que se alguém entrasse ali com os olhos vendados, diria que estava em plena praça do Campo Pequeno. De salientar que todas as vaquinhas foram pegadas. Isto é quase uma proeza única, pelo menos nos últimos tempos.
A parte religiosa teve a presença maciça de muitos fiéis, ávidos de expressarem os seus sentimentos que, a parida de muitos deles para outras paragens à procura de melhores dias, não conseguiram desfazer, antes aumentou as saudades de tudo o que diz respeito à nossa querida terra, que não me canso de enaltecer.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

TURISMO EM AMIEIRA DO TEJO?

Alentejo: 14 aldeias turísticas integram rede europeia
Catorze aldeias do Alentejo integram já a Rede Europeia de Turismo de Aldeia, um projecto liderado pela Região de Turismo de Évora, premiado pela Organização Mundial do Turismo e que envolve um investimento de 1,5 milhões de euros.
Financiado por fundos da União Europeia, o projecto, que associa aldeias turísticas de cinco regiões da Europa, vai ser apresentado num fórum dedicado à cooperação inter-regional, marcado para quinta e sexta-feira em Lisboa.
Durante o fórum, vai ser feito um balanço do programa comunitário Interreg III C, ao abrigo do qual foi financiada a Rede Europeia de Turismo de Aldeia, coordenada pela Região de Turismo de Évora (RTE).
Apolónia Rodrigues, coordenadora da rede, explicou hoje à agência Lusa que, além do Alentejo, com 14 aldeias turísticas, o projecto associa localidades rurais das regiões de Trentino (Itália), Lapónia (Finlândia), Arad (Roménia) e Lomza (Polónia).
A rede internacional, que já envolve 50 aldeias dos cinco países europeus, foi distinguida em Maio deste Maio com o Prémio Ulysses de Inovação, da Organização Mundial do Turismo (OMT), o primeiro do género a premiar uma entidade portuguesa.
Trata-se, segundo a responsável, de um novo produto turístico, baseado numa rede de aldeias situadas em diferentes regiões da Europa que oferecem serviços turísticos em áreas como o património, ambiente e cultura tradicional, além da restauração, alojamento e animação.
O projecto desenvolve o conceito de Turismo de Aldeia, onde predomina uma visão global da comunidade, com a integração dos serviços turísticos com as actividades indirectamente ligadas ao turismo e onde se promove a cooperação na organização e gestão deste produto inovador.
A cooperação abrange entidades públicas, empresários, residentes e associações.
No Alentejo, uma das apostas, no campo da animação turística, passa por percursos do Turismo do Imaginário, em que se inserem a descoberta das lendas associadas aos aglomerados rurais envolvidos.
Visando o desenvolvimento sustentável das aldeias, o inovador projecto pretende, através da preservação do património e das tradições, captar o interesse dos turistas por aquilo que a região tem de mais puro.
A rede agrupa no Alentejo as aldeias de Amieira do Tejo (Nisa), Escoural (Montemor-o-Novo), Evoramonte (Estremoz), Flor da Rosa (Crato), Hortinhas (Alandroal), Pias (Serpa), Porto da Espada (Marvão) e Telheiro (Reguengos de Monsaraz).
Santa Susana (Alcácer do Sal), São Cristóvão (Montemor-o-Novo), São Gregório (Borba), Terena (Alandroal), Juromenha (Alandroal) e Alegrete (Portalegre) são as restantes aldeias turísticas do Alentejo associadas na rede europeia.
Diário Digital / Lusa

Tourada de emoções

Nas Festas da Senhora da Sanguinheira
Foi no passado dia 8 de Setembro, em Amieira do Tejo, na festa em honra da Senhora da Sanguinheira que assisti à tradicional tourada com muita satisfação e uma enorme emoção.
Há muito que não assistia a uma tourada assim. Foi lindo. Foi uma tourada de emoções e muita adrenalina à mistura. Em Amieira assistiu-se a um espectáculo digno de se ver, viu-se homens cheios de coragem e muita bravura.
Da boca do nosso amigo Jorge Pires ouvi dizer: Até parecia o Campo Pequeno!
Parecia, sim senhor, e assim o provaram os amieirenses que nem só no Campo pequeno se faz um bom espectáculo tauromáquico.
Em seis vacas, seis foram as pegas concretizadas, pela valente rapaziada de Amieira. Não desfazendo de todos os outros que ajudaram à festa. Foi com um ambiente de música tauromáquica que tudo se desenrolou e que na minha opinião muito ajudou.
Entre águas, sumos e cervejas, risos e suspiros tudo se passou e ninguém se magoou.
Estão de parabéns os forcados destemidos, bonito espectáculo!
Obrigado a todos vós que nos fizeram rir, suspirar e até chorar... Um bem-haja a todos os amieirenses e a todos aqueles que para o ano à Amieira quiserem voltar!

Não há festa sem tourada
E com muita brincadeira
Para o ano prometo voltar
Para a festa de Amieira!

Os forcados de Amieira
Merecem um grande louvor
Agarraram as vacas todas
Com alegria e sem pudor.

Viva a festa brava
Viva Amieira
Viva os forcados
E a Senhora da Sanguinheira!
Dedico a todos os que tornaram possível esta festa. O meu muito obrigado e um grande Bem-Hajam!
Ana Paula Nunes Horta

sábado, 15 de setembro de 2007

A ARTE DE ARMANDO DURÃO

“Do sertão africano à planície alentejana”

Foi a sua primeira Exposição na Biblioteca Municipal A Arte, todo o tipo de Arte, é a expressão mais funda e fecunda da alma. Esta definição, entre tantas, resume, o tempo e o modo da Exposição “Do sertão africano à planície alentejana”. Um nome, um título, entre muitos outros possíveis e que reflecte o percurso do autor, Armando Durão Alves, enquanto jovem, mobilizado para a guerra colonial, tal como milhares de portugueses, nas décadas de 60 e 70 do século passado e ainda tão próximo.
África, neste caso, Angola, representa, a um tempo, um espaço de múltiplas descobertas: a do homem enquanto cidadão de um mundo, que não é, apenas, o seu, mas também o de outras gentes e civilizações, com as suas formas próprias de ser, pensar, agir e reproduzir o seu “saber fazer”.
De Angola e da África profunda, trouxe o autor, essas manifestações artísticas e um gosto pela escultura em madeira que, só muitos anos mais tarde, viria a desabrochar e a expressar-se em toda a sua plenitude.
Descobriu, então, que o pastor africano e o pastor alentejano, eram um e o mesmo povo. Pinturas, esculturas, objectos, decorativos ou utilitários, diferentes na sua matriz identificadora, mas iguais nas razões que lhe deram origem: a evocação e enaltecimento do passado, tradicional e histórico, a preservação das raízes, ou tão simplesmente, a “arte” da sobrevivência, corporizada, no “coucho” ou no canado.
Com paciência e arte, bocados de madeira, apanhados aqui e ali, Armando Durão foi elaborando figuras, objectos, peças utilitárias, máscaras e reuniu um apreciável espólio, digno de ser mostrado, não com intuitos de “erudição artística”, mas como exemplo do que pode fazer qualquer pessoa, pois, como alguém disse, “há um artista em cada um de nós”. Nem todos, contudo, têm tempo e condições, para expressá-lo.
“Do sertão africano à planície alentejana” mais não é do que um roteiro de uma viagem iniciada há 40 anos e que vai continuar, fazendo a identificação entre dois povos, aparentemente tão distantes e diferentes e, afinal de contas, mais próximos do que se poderia julgar.
Mário Mendes - in "Jornal de Nisa" - Nº 222

terça-feira, 4 de setembro de 2007

60 caminheiros de Ovar vieram até ao Alentejo

46.ª CAMINHADA AFIS “TRILHOS DAS JANS”
É assim no primeiro domingo de cada mês, desde que há quatro anos um pequeno grupo de amantes da caminhada lançou mãos à obra. Juntam-se de manhã bem cedo para fazerem aquilo de que mais gostam: Caminhar, conhecer e conviver!
No dia 2 de Setembro, pela 46.ª vez consecutiva, a Secção de Pedestrianismo do Clube AFIS (Atletas Fim de Semana), de Ovar, pôs pés ao caminho e demandou a formosa e hospitaleira vila da Amieira do Tejo. O “esticão” de três centenas de quilómetros teve como objectivo percorrer os Trilhos das Jans, o PR1 do concelho de Nisa, um circuito com a distância aproximada de 10 quilómetros.
Numa dia particularmente quente, foram sessenta e um os Caminheiros AFIS que tiveram o privilégio de contactar com um percurso de invulgar beleza, embrenhando-se numa ruralidade apenas suspeitada pela grande maioria. Um sobe e desce feito por caminhos de terra batida levou o grupo ao encontro do Tejo, primeiro apenas vislumbrado dum miradouro privilegiado sobre a Barragem do Fratel, depois acompanhado no seu manso percurso ao longo desse fantástico Muro da Sirga, até à Barca da Amieira.
No regresso à vila, os Caminheiros AFIS tinham à sua espera um apetitoso repasto servido na Sociedade Educativa Amieirense (que belo nome para uma colectividade), com o apoio da Junta de Freguesia da Amieira do Tejo. Apoio que não se quedou por aqui, já que foi ainda proporcionada ao grupo uma visita inesquecível ao multissecular castelo. Um “último acto” que coroou de glória um dia memorável, numa experiência a repetir a breve trecho.
JOAQUIM MARGARIDO

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

AMIEIRA NO CORAÇÃO DE JOAQUIM MARGARIDO

Excelentíssimo Senhor:
Foi com uma pontinha de vaidade que vi uma foto minha (tirada na Barca da Amieira, no passado dia 23 de Fevereiro) ser aproveitada para ilustrar um "pedacinho" do seu blogue. E relativamente ao "autor", sou eu que lhe fico reconhecido pelas palavras, simples mas muito bonitas, que acompanham o texto. Aproveitando a sua sugestão, envio-lhe um pequenino texto informativo que regista a passagem, ontem mesmo, dum grupo de pessoas de Ovar que escolheram precisamente a Amieira do Tejo, para aí realizarem a sua habitual caminhada do primeiro domingo de cada mês.Um bem-haja, pois, e um abraço forte, com o desejo de que continue a manter viva a chama da Terra das Jans e a trazer-nos a cada passo um pouco mais do muito que a Amieira do Tejo tem para oferecer.Despeço-me com amizade.
JOAQUIM MARGARIDO

A vida dá muitas voltas ou, como alguém disse, isto "é uma grande aldeia". A foto que colocámos no post anterior deste blog é - soubemo-lo, agora- da autoria de Joaquim Margarido, o autor de um conjunto de crónicas maravilhosas, feitas por ocasião do Norte Alentejano O Meeting, prova internacional de Orientação que trouxe à nossa região quase um milhar de atletas.
É dele, pois, a magnífica foto do Tejo na Barca d´Amieira, como de muitas outras, igualmente belíssimas que ficaram a ilustrar o Norte Alentejano O Meeting e que, juntamente com as crónicas, iremos reproduzir nos blogs de Amieira do Tejo e de Arez.
Ao Joaquim Margarido, um abraço de reconhecimento pela divulgação que tem feito destas terras bordadas de encanto e tão esquecidas pelos poderes públicos.
Terra de Jans