domingo, 26 de agosto de 2007

PATRIMÓNIO QUE URGE DEFENDER

Castelo de Amieira do Tejo: A maravilha esquecida!
Do alto da Igreja do Calvário, avisto lá ao fundo, na Praça Nun´Álvares, o castelo.
Que lindo que é o castelo da minha terra, o castelo de Amieira do Tejo.
É de uma beleza inconfundível e fica ainda mais belo ao nascer e ao pôr-do-sol.
Ao contemplá-lo, apetece-me dizer que poderia bem ter sido uma das 7 Maravilhas... Mas não foi! E não foi porque está esquecido, está encerrado!
Há algum tempo atrás quando soube por populares que o castelo estava encerrado para obras não dei grande importância ao assunto, pois julguei que quem de direito iria ser breve, iria, certamente, dar os passos que deveriam ser dados e que pusesse mãos à obra, mas... isso não aconteceu e já lá vai um ano, sem que nada fosse feito, simplesmente à espera de nada!
E eu pergunto: Como é isto possível? Fechar as portas de um monumento destes que é o cartão de visita de uma terra, o maior ponto de referência de Amieira do Tejo.
Estou indignada, mais uma vez!
Quero referir aqui que há pouco tempo vi-me no dever de cidadã que ama a sua terra natal, a fazer uma carta ao Instituto Português de Conservação e Restauro sobre o que se está a passar com as duas pinturas interiores do Calvário de Amieira do Tejo, assunto que deve ser do conhecimento de muita gente, e que assim seja, pois quanto mais gente souber, melhor.
Isso, agora, não interessa nada, é outro assunto, de facto. Mas quero dizer que cá estou eu, mais uma vez, para defender aquilo que é nosso e daí fazer chegar a minha voz e, quem sabe, tocar no coração de alguém que como eu, tenha orgulho em Portugal e em ser Português!
Mais uma vez digo: está na hora de descruzar os braços, dar as volta que têm de ser dadas, deixarem-se de tantas burocracias... com um pouco de boa vontade e trabalho penso que nada é difícil, tudo tem uma solução: tem é que ser encontrada!
Tudo dá trabalho, bem sei, mas mais trabalho dará se nada for feito a tempo e horas.
Dizem que não há verbas! Como não há verbas? Para onde vai tanto dinheiro? Nunca sabemos... Quando ele é preciso, nunca aparece!
E que obras tão precisas são essas que levam ao encerramento do castelo? Se bem me lembro, foram feitas obras há 6 anos atrás onde foram gastos 200 mil contos, valor esse que está publicado no jornal de Amieira (nº 167 – Março de 2007).
Basta! Abram as portas do castelo aos visitantes. Dêem-lhe vida. Deixem-nos sonhar e imaginar com as lendas e histórias que ele tem para nos contar.
A quem de direito, me dirijo em meu nome, em nome do povo da Amieira e de tantos outros vos peço: abram as portas do castelo, mostrem que fazem algo pelo que é nosso, dêem-nos orgulho das nossas terras, das nossas gentes e, sobretudo, do nosso país.
Queremos ser falados pela positiva, tanto no nosso lindo Portugal, como lá fora. Mostrem que “O que é Nacional é Bom!”
Não sei a quem me estou a dirigir, mas alguém vai pôr a mão na consciência e vai, com certeza, disponibilizar-se para fazer o que tem de ser feito e eu estou confiante disso e tenho uma grande esperança de que muito em breve as portas do belo castelo de Amieira do Tejo irão abrir-se.
O meu muito obrigado!
Ana Paula MN da Conceição Horta