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UM POEMA PARA O DIA DA MÃE

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A ti mãe… A ti mãe, quero agradecer todos os dias da minha vida Pois é graças a ti que hoje sou alguém! Sou a semente que um dia lançaste ao mundo Desabrochei para a vida, cresci e dei frutos Frutos que também destes um dia… Hoje sei e sinto o que sentistes por mim quando eu nasci E ao veres-me crescer! Consigo sentir e viver Todas as angústias e tristezas que passastes para me criar, Mas também não esqueço que as alegrias que te dei Foram superiores a tudo o resto. Valorizo e agradeço as noites perdidas que passastes ao meu lado As preocupações que passastes durante o meu crescimento, A dor que sentistes quando chegou o dia em que ganhei assas e voei… Mas acredita querida mãe que podes sempre contar comigo, Como eu tenho a certeza que também estás sempre pronta para me receber, Aconselhar, ajudar e abraçar, Dando-me aquele abraço que só uma mãe consegue dar a um filho, Abraço esse que me faz sentir tão bem e me dá forças para viver! Hoje partilho contigo e dou valor, Aos dias que pas...

Recordar é viver…

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Foi numa quente noite neste mês de Agosto de 2010 que ao fazer mais uma caminhada pela aldeia de Amieira do Tejo, onde tentava esticar os “ossos” e fazer mais rápida a digestão que me deparei em pleno largo frente á Junta de Freguesia com um grupo de senhores que ali estavam a apanhar o fresquinho da noite, todos eles rondavam os seus 60/70 anos, caras essas que já bem conheço ali da aldeia. Não resisti juntar-me a eles, pois apesar dos meus singelos 34 anos sempre gostei de ouvir e de falar com pessoas mais velhas, pois para mim é nos mais velhos que encontramos a verdadeira sabedoria da vida através das vivencias que já tiveram, são eles os mais “velhos” que nos dão a verdadeira visão de como era e de como está o nosso país, de como era a vida outrora, e isto deixa-nos a pensar… E foi o que aconteceu comigo nesta noite. Daquelas bocas sábias só ouvi testemunhos de verdadeiros sábios da vida onde o maior sentimento que ali reinava era o de saudade dos tempos que passaram e não sentem...

VILA FLOR: Memória de uma antiga sede de concelho

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VILA FLOR: Um rosto na campanha

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Pedro Marques Semedo, na frescura dos seus 86 anos, foi o mais “jovem” candidato nas recentes eleições autárquicas do concelho de Nisa. Fomos encontrá-lo à soalheira, no alpendre da sua casa, em Vila Flor, saboreando um dióspiro. Candidatou-se pelo PSD à Assembleia de Freguesia de Amieira do Tejo, “cá para o fim da lista, que a idade já não dá para grandes correrias”. A lista não obteve muitos votos, mas Pedro Semedo diz que o mais importante é participar. “Temos de fazer alguma coisa para as terras avançarem, não é?”, reafirma com a confiança e um sorriso estampado no rosto.

AMIEIRA DO TEJO: Retábulo-mor barroco na capela do Calvário (*)

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A capela do Calvário, em Amieira do Tejo, está classificada como Imóvel de Interesse Público porque tem no seu interior uma obra de arte original em Portugal. Sobranceira à pequena povoação tem belas vistas para a localidade com o seu notável castelo (**) mandado construir pelo prior da ordem do Hospital, que também aqui morreu, e pai do condestável Dom Nuno, Álvaro Pereira. “A capela do Calvário foi edificada entre 1729 e 1740, a mando de Pedro Vaz Caldeira sargento-mor da Amieira. Apresenta na fachada principal cunhais de granito aparelhado. O pórtico é encimado por um frontão com mísulas, coruchéus e cruz, e ladeado por duas janelas de balcão com frontões. Na parte superior da fachada existe outro frontão com volutas”1. Todo o conjunto irradia uma serena harmonia bem integrado na paisagem. Mas o que faz com a capela do Calvário faça parte do Portugal Notável, é no interior de nave única, aquele magnífico retábulo-mor de granito a imitar madeira entalhada, a que não falta as habitua...

26 de Julho - Homenagem aos nossos Avós

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São para nós a essência de viver e saber. Foram eles o principio da nossa vida... a vida vinda de uma vida que eles começaram por dar ao mundo. Os nossos avós têm para nós todo o tempo, o tempo que nunca tiveram para os seus filhos, um tempo que agora sobra, e nunca acaba! São os nossos avós, que tem sempre as melhores histórias para contar, são eles que guardam um baú cheio de memórias, memórias de uma vida preenchida de muitos sentimentos uns vazios de tudo e outros cheios de muita alegria, mas mesmo as memórias menos boas são nos contadas a nós "netos" com muita serenidade e um suave sorriso nos lábios, e só os nossos avós o conseguem fazer, talvez pela sua experiência de vida! De uma vida cheia de aventuras, amores, desamores, alegrias e tristezas, uma vida cheia de tudo e muitas vezes sem nada! Os nossos avós são o rosto de quem muito já viveu, aprendeu e também sofreu... e transmitem-nos tudo isto no rosto que envelheceu! Os nossos avós têm muito orgulho em nós, e nu...

POESIA POPULAR DE AMIEIRA

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INFINITO Um dia quando eu morrer E partir para o infinito Vou continuar a escrever Tudo o que não deixei escrito Com S. Pedro falarei Para me ensinar a sua lei Para depois a escrever Mas não quero perder de vista Esta terra tão altruísta Um dia quando eu morrer Hei-de dar as boas vindas A tantas figuras lindas Sobre as quais eu tenha escrito Quero fazer-lhes a apologia Com um toque de magia E partir para o infinito Hei-de falar-lhes de esperança E trazer-lhes à lembrança Como foi o nosso nascer Quero dizer-lhes ainda Que prá nossa terra linda Vou continuar a escrever Falarei com advogados E outros homens letrados Que já estão no infinito Se eles não se importarem Vou pedir-lhes para me ensinarem Tudo o que não deixei escrito. Jorge Pires