OPINIÃO: Liberdade para pensar
Já foi um território associado à liberdade de publicação e de expressão, procurado por leitores que atravessavam a fronteira para encontrar livros considerados demasiado sensíveis na China continental, mas Hong Kong sofreu nos últimos meses três ondas de prisões ligadas a livrarias independentes. Às operações de apreensão de livros, vistas como forma de sufocar a dissidência naquele centro financeiro, seguem-se anúncios de encerramento de alguns destes negócios. A caça aos livros não é um fenómeno de hoje nem um exclusivo de determinadas geografias ou regimes políticos. Dados de associações internacionais do setor apontam para um aumento da perseguição a autores e livreiros, que não pode ser dissociado do crescimento de políticas extremistas e antidemocráticas. Em 2025, a Associação Americana de Livrarias registou a tentativa de retirar mais de quatro mil títulos de bibliotecas. No último ano letivo, 6.700 livros foram proibidos em escolas dos EUA. As restrições visam sobretudo perso...