segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

UM POEMA PARA AMIEIRA

Bom dia!
Meu nome é Jha, e estive recentemente, antes da época natalícia, em Amieira do Tejo, a Terra de Jans. Estive na apanha da azeitona com uns amigos e um antigo morador da bela aldeia, tive momentos tão agradáveis e belos, que fiquei com muitas saudades e espero lá voltar brevemente, ficou-me sempre no coração essa terra. Mas a razão do meu email, é que durante a estadia por terras tão belas, tive a oportunidade de escrever um poema dedicado a Amieira do Tejo, e gostaria de o partilhar consigo e com as gentes da terra, portanto resolvi enviar, visto ter você um blog bastante popular entre as gentes e amantes da Amieira. Obrigado, aqui segue o poema.
Adeus, Oh Barca do Tejo!
Há aqui um barca à beira do Tejo
que jaz plantada num brejo.
Sua proa de outrora magistral
Como nenhuma vi em Portugal.

Cintila nos jardins da memória
a turva voz de sua glória.
Pelos vales e montes pintados
Com aguarela pura, voam bordados
pelas moças da aldeia
As nuvens, que destilam amargura.
Eu, já fiz muitas viagens, loucas e vãs
mas nenhuma aqui, na Terra de Jans.

Aqui encontrei um porto de abrigo.
Sem cruzar o Tejo fiz ponte
de pedra e calos, entre mim e comigo.
Embriaguei-me da mais pura fonte
onde o elixir da juventude encontrei.
Dos olhos dos teus filhos guardarei
para mim a ternura extinta
das cidades ocas da cor, e da tinta.

Adeus, Oh Barca do Tejo!
O adeus não é senão sentido, nem é em vão
Levo-te sempre assim colorindo o meu coração
Adeus, Oh Barca do Tejo!

Jha pina