sábado, 21 de agosto de 2010

OPINIÃO: QUEM SALVA O RIO TEJO?

Rio Tejo junto às Portas de Ródão - Foto de José Murta
Olhando da encosta, deparamos com a paisagem bela e sensível do rio das nossa vidas, que corre lá no fundo, já não leva aquela pressa de outrora, para chegar a Lisboa, agora vai mais devagar, como que se nos quisesse olhar nos olhos e dizer algo, mas nós homens e mulheres que habitamos as suas margens há muito tempo que sabemos da sua lenta agonia, que nos vai também consumindo em cada dia que passa, porque todos sofremos, e os efeitos são nefastos na fauna, flora, pesca e na economia local das zonas ribeirinhas, e quem não pensa assim é gente que nunca conviveu de perto com este ser vivo, que é o nosso Rio Tejo!
Mas como é possível, este rio estar a morrer, assim lentamente e não podermos fazer nada para o salvarmos? O crime está acontecer do outro lado da fronteira, com a construção de um conjunto de transvases (canais artificiais de desvio de água, em grandes quantidades), para abastecer todo o sistema agrícola da região estremenha, e o não tratamento das aguas residuais (ETARS que não funcionam ou simplesmente não existem), mas o mais grave é o não cumprimento do acordo em relação aos caudais mínimos ecologicamente sustentáveis, e que Portugal, através do Ministério do Ambiente, há muito deveria dizer em voz alta que, BASTA!, e accionar todos os mecanismos ao seu alcance para travar esta sangria que estão a fazer, a um importante pólo turístico, ambiental e sobretudo económico-social, de uma vasta região do nosso país.
A divulgação e salvaguarda desta massa de agua doce, que é o nosso Rio Tejo, deve começar nas autarquias, que através das Assembleias Municipais, há muito tempo deviam de ter aprovado uma moção, puramente com cariz politico, dirigido aos altos representantes da nação, para alertar as suas consciências adormecidas, para esta tão grave situação que se vive nas zonas ribeirinhas do Tejo.
Mas o mais caricato é a situação porque passa o castelo de Almourol, em que a quantidade de agua que o rodeia é tão pouca, que se pode ir a pé visitar o monumento, que outrora só tinha acesso de barco. Ver para crer, como São Tomé.
Por isso, É URGENTE SALVAR O NOSSO RIO, O RIO TEJO!
JOSE LEANDRO LOPES SEMEDO