domingo, 23 de março de 2008

PASSOS EM AMIEIRA

A vergonha das silvas na fachada do Calvário
Centenas de amieirenses e amigos fizeram questão de estar presentes, um ano após a retoma, nesta cerimónia tão querida desta população, envergonhada perante os forasteiros pelo estado de abandono em que o património desta terra se encontra.
De facto, este monumento é belo de mais para ser tão maltratado. Muitos amieirenses ficaram espantados ao verificarem que desde o ano passado, o silvado não só lá continuava, como também tinha aumentado, para além disso, as cegonhas que habitam na cruz vão contribuindo de igual modo para a a degradação que continua a alastrar cada vez mais, sem que alguém responsável ponha fim a tudo isto.
O estado deste monumento no seu todo é lamentável, tão lamentável que penso que todos os amieirenses se devem unir em torno deste assunto.
É imperioso que todos nós não nos calemos e sigamos o exemplo dessa grande amieirense Ana Paula Horta que tanto tem lutado em defesa do nosso património que é ainda a causa de tantos turistas que nos visitam.
Quanto às cerimónias, este povo foi inigualável e apesar da grande ventania que se fazia sentir, a fé era mais forte e tudo se passou normalmente com o sermão da Praça e o encontro da Mãe com o seu filho amado, a ser o ponto mais alto.
Seguiu-se depois a caminhada até ao Calvário, com a banda de castelo de Vide a acompanhar a imagem do Redentor, cujas lágrimas invisíveis, não se sabe se eram pelo encontro ou por causa do mau estado em que se encontra a sua casa!...
Jorge Pires