segunda-feira, 8 de outubro de 2007

As festas de Amieira e a utilização do castelo

Uma questão que se levantou e dividiu opiniões, foi a realização de actividades profanas (como dizia uma iminente personalidade) no interior do castelo.
Ora bem. Como vocês sabem, eu “vivi” ali muitos anos e, portanto, estou à vontade para falar no assunto, precisamente porque havia certas regras que o IPPAR impunha e que tinham que ser escrupulosamente cumpridas, até espetar um prego nas paredes da fortaleza não era bem visto pelas entidades responsáveis e tudo tinha que ser autorizado, como era normal.
A partir do ano 2000, essas restrições deixaram de fazer sentido, pelas razões que todos conhecem. Inclusivamente, aquele jardim que levou tantos anos a tomar a forma que quase todos vós conheciam, foi há cerca de cinco anos quase completamente destruído, não se importando os responsáveis com o sentimentalismo das pessoas que tudo fizeram para que a entrada daquele monumento fosse uma das mais bonitas de Portugal.
Nunca me passou pela cabeça que um dia naquele espaço florido e cheio de verdura que na Primavera exalava um cheirinho tão agradável, pudesse funcionar um bar.
No entanto, como aquele monumento está tão doente e não serve para mais nada, que tal fazer como se faz presentemente em alguns dos nossos hospitais onde grupos de voluntários fazem animação para as crianças?
Resta-me agradecer, aqui, a importante colaboração e apoio da Câmara Municipal de Nisa, da Junta de Freguesia de Amieira, do povo em geral e, por fim, ao casal Sousa Casimiro – Audiovisuais e muito especialmente ao Inatel que nos enviou aquele excelente agrupamento que dá pelo nome de “Seara Jovem”, sem qualquer contrapartida.
Jorge Pires